A Casa de Plácido foi aberta oficialmente na noite desta quarta-feira (7), no bairro de Nazaré, em Belém. O espaço recebeu dezenas de voluntários que atuarão na acolhida dos romeiros que começam a chegar à capital para o Círio de Nazaré.
A programação de abertura começou pontualmente às 19h, com os voluntários entoando cânticos marianos. O momento também foi marcado pela entrada da imagem de Nossa Senhora de Nazaré no espaço, dando início às atividades de acolhimento dos peregrinos.
Durante a cerimônia, o padre Raimundo Silva Jacques, da Pastoral da Acolhida, destacou a importância do trabalho dos voluntários para receber os romeiros. Segundo ele, mais de 500 pessoas devem atuar na Casa de Plácido neste ano.
O religioso também falou sobre a fé que leva milhares de pessoas a percorrer longas distâncias até Belém durante o período do Círio.
“Vejo os nossos romeiros que caminham, alguns com a perna machucada e com o 'bastãozinho'. Eu me perguntava: para quê? Para mim pode ser que não tenha nenhum significado, mas ele está fortemente ligado com esta Mãe do Céu pela graça que ele ou ela recebeu.”
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Para o padre, o acolhimento oferecido aos peregrinos também faz parte da experiência de fé do Círio. “Nós devemos colaborar para que essa graça de Deus possa se personificar cada vez mais nas pessoas daqueles que participam do Círio.”
Casa de Plácido acolhe romeiros
A Casa de Plácido é um dos principais pontos de apoio aos peregrinos que chegam a Belém durante o Círio. O espaço oferece alimentação, descanso, atendimento de primeiros socorros, banheiros e serviços de massagem aos romeiros.
O local recebe fiéis que chegam à capital paraense a pé ou em caravanas. A estrutura funciona como ponto de acolhimento para pessoas que enfrentam longas jornadas antes das principais procissões do Círio.
Com a proximidade das grandes romarias, o movimento de peregrinos aumenta nas estradas e rodovias que dão acesso a Belém. Muitos chegam à cidade após horas ou até dias de caminhada.
A Casa de Plácido recebeu esse nome em referência a Plácido José de Souza, agricultor que, em 1700, encontrou uma pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré às margens do Igarapé Murutucu.
O achado é considerado um marco na história da devoção a Nossa Senhora de Nazaré e está ligado à origem do Círio.
