O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas consecutivas, segundo relatório médico divulgado nesta sexta-feira (17). O documento informa que o episódio ocorreu na terça-feira (15) e exigiu reforço na medicação utilizada durante o tratamento, com resposta considerada satisfatória pela equipe médica.
Assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, o relatório descreve que a crise, chamada clinicamente de singulto, teve duração de aproximadamente um dia e meio. Devido à intensidade e ao tempo prolongado dos sintomas, foi necessário intensificar o tratamento para controlar o quadro.
Apesar da melhora, Bolsonaro continua apresentando efeitos colaterais dos medicamentos de ação central, entre eles sonolência e falta de equilíbrio. Segundo os médicos, esses sintomas aumentam o risco de quedas e exigem cuidados durante o processo de recuperação.
O documento também informa que o ex-presidente está estável nos aspectos hemodinâmico, respiratório e cardiológico. A equipe médica afirma, no entanto, que ele segue em acompanhamento por causa da reabilitação e dos efeitos dos remédios.
O tratamento inclui dieta controlada, sessões de fisioterapia, exercícios regulares e medidas para prevenção de quedas e controle do refluxo. Os demais medicamentos de uso contínuo permanecem sem alterações.
No último dia 3 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. A decisão também mantém a proibição de uso das redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e determina que visitas só podem ocorrer com autorização do STF.
