O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, que aborda a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal, permite uma reflexão sobre as desigualdades históricas no acesso à saúde e a importância da assistência pública no Brasil. Para a professora de Língua Portuguesa Cindy Hage, a proposta apresenta um nível de dificuldade entre fácil e médio, principalmente pela amplitude de discussões que o assunto possibilita.
Na avaliação da docente, a discussão pode partir da própria formação social brasileira, marcada pela concentração do acesso aos serviços de saúde entre as camadas economicamente privilegiadas.
“Por muito tempo, várias camadas minoritárias, inferiorizadas e invisibilizadas estavam alheias ao acesso de qualidade à saúde pública”, explica Cindy.
Nesse contexto, a professora destaca a importância do SUS para ampliar o acesso à assistência médica e atender grupos historicamente marginalizados. Para ela, o sistema representa um avanço na garantia do direito à saúde, especialmente para parcelas da população que antes tinham menos oportunidades de atendimento.
Valorização do SUS permite diferentes abordagens
Outro aspecto destacado pela professora é a amplitude dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. A atuação do SUS envolve diferentes áreas, como vacinação, saúde mental, atendimento à população idosa e prevenção e combate ao câncer.
Cindy Hage cita, ainda, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como exemplo da contribuição do sistema para ampliar o atendimento à população. “Na área da saúde mental, a criação, por exemplo, dos CAPS é um avanço que demonstra como a implementação do SUS é ampla”, diz a professora.
A diversidade de serviços, segundo a docente, permite que a proposta seja discutida a partir de diferentes perspectivas, considerando os impactos do SUS na qualidade de vida dos brasileiros.
Tema tem dificuldade entre fácil e média
Ao avaliar o grau de dificuldade da proposta, Cindy considera que o assunto oferece um repertório amplo de informações aos candidatos. Segundo ela, a presença do SUS em diferentes áreas do conhecimento, como História e Biologia, também contribui para ampliar as possibilidades de discussão.
“Quando a gente fala em saúde, SUS, é algo amplo que eles podem falar sobre saúde mental, sobre a saúde do idoso, sobre as campanhas de vacinação, sobre o combate ao câncer”, afirma.
A professora compara a proposta a temas mais específicos, que exigiriam conhecimentos direcionados a determinados grupos sociais. Nesse sentido, a abrangência da discussão sobre saúde pública torna o tema mais acessível em termos de repertório.
Para Cindy, a capacidade de argumentação e as informações que cada candidato consegue reunir sobre o assunto são fatores fundamentais na avaliação da dificuldade da redação.
