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BRASÍLIA

O que se sabe sobre o plano de atentado a bomba em Brasília durante as eleições de 2026

Investigação aponta que suspeitos discutiam ataques a prédios públicos, compartilhavam manuais para fabricação de explosivos e mapeavam a Esplanada dos Ministérios

Hannah Franco

4 de agosto de 2026 às 21:26

Até o momento, André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso acompanharam o voto do relator pela decisão

Até o momento, André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso acompanharam o voto do relator pela decisão ( Foto: © Marcello Casal Jr / Agência Brasil )

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo suspeito de planejar ataques contra prédios públicos em Brasília durante o período das eleições de 2026. Segundo a investigação, os integrantes utilizavam um grupo no aplicativo Telegram para discutir ações violentas, compartilhar manuais de fabricação de explosivos e recrutar novos participantes.

As investigações apontam que o grupo pretendia realizar atentados na região central da capital federal, com foco em edifícios localizados na Esplanada dos Ministérios. O plano foi identificado inicialmente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que compartilhou as informações com órgãos de segurança, dando origem à operação policial.

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O que se sabe sobre o caso

Até o momento, as autoridades divulgaram as seguintes informações sobre a investigação:

  • O grupo era formado por oito homens, com idades entre 19 e 31 anos;
  • Os investigados são dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul;
  • As conversas ocorriam em grupos no Telegram;
  • O objetivo seria realizar ataques durante o período eleitoral de outubro de 2026;
  • Não havia definição de uma data específica para as ações;
  • Os suspeitos não possuem antecedentes criminais, segundo a PCDF.

Como o grupo planejava os ataques

De acordo com a Polícia Civil, os investigados elaboraram um planejamento detalhado para possíveis ataques na capital federal. Entre os materiais analisados pelos investigadores estão:

  • mapas da área central de Brasília;
  • identificação dos ministérios e dos órgãos públicos;
  • marcação de possíveis alvos;
  • plantas arquitetônicas de prédios públicos, incluindo o Palácio do Planalto;
  • debates sobre invasão de edifícios públicos;
  • estratégias de recrutamento de integrantes;
  • manuais para fabricação de artefatos explosivos.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Maurílio, o grupo classificava o Palácio do Planalto como o chamado "alvo primário". Ainda conforme a investigação, os integrantes afirmavam agir contra o sistema político, sem manifestar apoio específico a partidos ou correntes ideológicas.

Grupo disseminava conteúdo extremista

Além do planejamento dos ataques, a investigação identificou que os suspeitos compartilhavam conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos nas plataformas utilizadas pelo grupo.

Segundo a PCDF, também eram divulgados discursos de ódio, principalmente contra mulheres em cargos de autoridade, além de estratégias para ampliar o número de participantes da organização.

A Operação Rede Interrompida cumpriu mandados de busca e apreensão nos cinco estados onde os investigados residem.

Quais crimes são investigados?

Até o momento, a Polícia Civil informou que os investigados podem responder, em tese, por:

  • associação criminosa;
  • incitação ao crime;
  • apologia ao crime ou criminoso;
  • crimes previstos na legislação antirracismo.

A corporação destacou que, nesta fase da investigação, os fatos ainda não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. A responsabilização de cada investigado dependerá da análise do material apreendido durante a operação e do avanço das investigações, que seguem sob sigilo.

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