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QUALIDADE DE ENSINO

Norte eleva índice de educação quilombola saltando de 47 para 63 pontos, aponta MEC

Resultado faz parte do Diagnóstico Equidade 2026, que avaliou políticas de educação para relações étnico-raciais e escolas quilombolas em todo o país

O Liberal

17 de setembro de 2026 às 10:09

Educação escolar quilombola registra avança na Região Norte

Educação escolar quilombola registra avança na Região Norte ( Foto: Fábio Nakakura/MEC )

O índice de institucionalização da Educação Escolar Quilombola (EEQ) passou de 47 pontos, em 2024, para 63 pontos, em 2026, na Região Norte. O avanço faz parte dos resultados do Diagnóstico Equidade 2026, do Ministério da Educação (MEC), que aponta crescimento do indicador em todas as regiões do país.

A institucionalização das políticas para a EEQ busca garantir que normas e ações sejam mantidas e aplicadas mesmo com mudanças nas gestões públicas. O resultado na Região Norte acompanha o fortalecimento da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

No índice geral, que reúne indicadores relacionados a áreas como formação de profissionais, gestão escolar e materiais didáticos, as redes estaduais passaram de 53 pontos, em 2024, para 64 pontos, em 2026. Entre as redes municipais, o índice subiu de 33 para 38 pontos.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste passou de 37 para 56 pontos; o Sul, de 28 para 53; o Sudeste, de 30 para 37; e o Centro-Oeste, de 23 para 28 pontos no período. A Região Norte apresentou o segundo maior índice em 2026, atrás apenas do Nordeste.

Modalidade

Segundo as Diretrizes Nacionais Curriculares da Educação Escolar Quilombola, a modalidade é oferecida em escolas localizadas em territórios quilombolas ou que atendem estudantes dessas comunidades. O modelo prevê uma pedagogia que considere as especificidades étnico-culturais de cada comunidade, além de formação específica para os profissionais da educação.

As diretrizes também estabelecem a valorização da ancestralidade negra, da diversidade cultural, socioambiental e alimentar das comunidades quilombolas na organização e no funcionamento das escolas.

Criado pelo MEC em 2024, o Diagnóstico Equidade acompanha a implementação de políticas de promoção da equidade nas redes de ensino. Na edição de 2026, participaram 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O levantamento está relacionado ao primeiro biênio de execução da Pneerq, desenvolvido em regime de colaboração entre União, estados e municípios.

Metodologia

O Diagnóstico Equidade 2026 contou com 44 questões direcionadas às secretarias de Educação dos estados, municípios e do Distrito Federal. Desse total, 32 abordaram a educação para as relações étnico-raciais (Erer) e 12 trataram especificamente da Educação Escolar Quilombola.

As respostas foram organizadas em indicadores sobre gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices variam de 0 a 100 pontos.

As informações foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de Educação ou, no caso dos municípios, pelas prefeituras. O questionário e os indicadores foram elaborados com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.

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