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MP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Além de Cariani, a promotoria pede a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira

O Liberal

28 de outubro de 2026 às 15:38

( Foto: Reprodução / Instagram / Renato Cariani )

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador fitness Renato Cariani por associação para o tráfico de drogas, tráfico de matéria-prima para fabricação de entorpecentes e lavagem de dinheiro. A pena pode variar de 16 anos e 4 meses a 51 anos e 8 meses de prisão. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.

Além de Cariani, a promotoria pede a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Os três são acusados de participar de um esquema de desvio de produtos químicos utilizados na produção de cocaína e crack.

Em nota ao g1, a defesa do influenciador afirmou que o pedido não foi uma surpresa e que pretende demonstrar, com base nas provas do processo, a improcedência das acusações. O advogado Aldo Romani Netto também declarou confiar na absolvição do cliente.

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Investigação da Polícia Federal

Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023. A investigação apontou que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual ele era sócio, teria simulado vendas de insumos químicos para justificar desvios destinados ao narcotráfico.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público, as fraudes teriam ocorrido em 59 ocasiões. A denúncia também atribui ao influenciador a criação de pedidos fictícios e a apresentação de documentos falsos para justificar retiradas de produtos.

A acusação cita ainda mensagens encontradas no celular de Cariani que, segundo os promotores, indicariam conhecimento sobre o uso dos insumos na fabricação de drogas e proximidade com um policial civil responsável pela fiscalização de produtos químicos.

O que diz a defesa

A defesa afirmou que responderá aos argumentos do Ministério Público na fase de alegações finais e sustentará que as acusações não procedem. O g1 informou que tenta contato com os representantes de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira.

Apesar de pedir a condenação dos três réus, o Gaeco solicitou a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e de Andréia Domingues Ferreira, também citadas na investigação.

Como começou o caso

A investigação teve início em 2019, após a farmacêutica AstraZeneca informar ao Ministério Público que não reconhecia operações com produtos químicos registradas em notas fiscais emitidas pela Anidrol em 2017.

Segundo os investigadores, Fábio Spínola teria utilizado um e-mail falso, atribuído a um suposto funcionário da AstraZeneca, para negociar a compra dos produtos. Ele também é apontado como intermediário na negociação e entrega dos insumos a compradores ligados ao tráfico de drogas.

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