A Polícia Civil de São Paulo prendeu o médico Alexandre Pedroso por suspeita de participação na execução de um paciente. No dia 26 de abril deste ano, Gilianderson dos Santos, de 37 anos, estava prestes a receber alta da ala de Traumatologia Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, no litoral de São Paulo, quando foi assassinado a tiros por uma dupla que entrou na unidade de saúde. Imagens gravadas no momento do crime mostram Gilianderson em uma cadeira de rodas, vestindo touca escura e roupa azul, quando foi atingido pelos disparos. As informações são do G1 de Santos e Região.
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Durante coletiva de imprensa, o delegado Thiago Nemi Bonametti afirmou que o profissional de saúde tem ligação com facção criminosa. "Pelo que estamos apurando, existem casos dele atender indivíduos envolvidos com o crime organizado, que o procuravam para tratamento médico sem que causasse alarde".
Os agentes que realizaram a prisão nesta segunda encontraram um "pó branco", que aparentava ser cocaína, com o médico. A substância está em análise. Os suspeito não resistiu à prisão, mas apresentou sinais de "alteração", de acordo com os agentes.
Ele prestou depoimento no Palácio da Polícia e foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, também no litoral de São Paulo, onde realizou alguns exames. Após passar a noite desta segunda no 5º Distrito Policial (DP) de Santos, o médico será encaminhado, nesta terça-feira, a um Centro de Detenção Provisória (CPD) do município, onde cumprirá prisão temporária pelo período de 30 dias.
Suspeitas
No ano passado, cerca de 60 quilos de drogas, entre crack e cocaína, foram apreendidos em uma casa luxuosa também em Guarujá (SP), que está no nome do médico, segundo reportagem da TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo. Ninguém foi encontrado na ação da Polícia Civil. Porém, uma vez identificada a relação entre a residência e Pedroso, o homem se tornou alvo de investigação.