O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um caso da doença de Newcastle em um peru de uma granja comercial em Nova Itaberaba, Santa Catarina. A infecção viral, altamente contagiosa, afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar a morte de até 100% dos animais de um lote.
A enfermidade é causada pelo Paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), da família Paramyxoviridae. A transmissão ocorre pelo ar, pelo contato entre aves infectadas ou pela exposição a fezes, água, alimentos e equipamentos contaminados.
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Segundo a Embrapa, mais de 200 espécies de aves presentes no Brasil podem ser afetadas. A gravidade da infecção depende da virulência da cepa, que pode provocar desde manifestações leves até quadros graves, com elevada mortalidade.
Com a confirmação do caso, a granja foi interditada pelo Serviço Veterinário Oficial, e a movimentação de aves foi suspensa. O Mapa informou que as ações de controle e contenção seguirão o plano de contingência para a doença.
Quais são os sintomas?
- Dificuldade para respirar e espirros;
- Perda de apetite;
- Diarreia esverdeada;
- Asas caídas;
- Falta de coordenação motora;
- Torção da cabeça e do pescoço.
Como ocorre a transmissão?
O vírus se espalha principalmente por gotículas de secreções respiratórias e pelo contato com fezes de aves infectadas, conforme a Embrapa.
A prevenção envolve medidas sanitárias nas granjas e evitar o contato entre aves domésticas e silvestres. Ao encontrar animais mortos ou com sintomas suspeitos, a orientação é não tocá-los e comunicar o Serviço Veterinário Oficial ou a secretaria municipal de Agricultura.
Histórico da doença no Brasil
Em julho de 2024, o Mapa confirmou um foco de Newcastle em uma granja de frangos de corte em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. As aves foram eliminadas, e medidas de contenção foram adotadas.
O foco foi encerrado em 25 de julho, e o estado de emergência zoossanitária terminou em 5 de agosto daquele ano. O Brasil recuperou o status de país livre da doença em aves comerciais em 23 de outubro de 2024. A autodeclaração foi publicada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em novembro, com validade retroativa.
