Boi da Terra faz último Arrastão Cultural da temporada neste domingo (21)
O cortejo percorrerá diversas vias do bairro, incluindo artérias principais como a Rua São Domingos, a Passagem Brasília e a Passagem Comissário, com o retorno programado para o Curral do Boi, situado na Passagem Nossa Senhora das Graças
Na tarde deste domingo (21), o Instituto Cultural Boi da Terra realiza o último Arrastão Cultural de sua Quadra Junina. O cortejo promete movimentar as ruas com a participação de diversos grupos convidados, que somam forças para abrilhantar a apresentação. Tradicionalmente conhecido por encantar os moradores do bairro e atrair visitantes de fora, o espetáculo será conduzido pela energia marcante do Boi da Terra e de seu Batalhão de Ouro.
“Embora o encerramento oficial da programação aconteça no dia 28, com o tradicional Arraiá do Boi da Terra, este último Arrastão Cultural de 2026 tem um significado muito especial, já que ele simboliza um ciclo marcado por conquistas, crescimento e ampliação dos horizontes do instituto. Ao longo dessa quadra junina, o Boi da Terra fortaleceu parcerias, alcançou novos públicos e levou sua cultura para além das fronteiras da Terra Firme. Esse último cortejo representa justamente a celebração de tudo o que foi construído ao longo do ano e renova o desejo de seguir crescendo e se reinventando. O arraiá de encerramento será a grande festa, mas este arrastão é, sem dúvida, a consagração de uma quadra junina muito vitoriosa”, explica Letícia Terra, coordenadora-geral do Instituto Boi da Terra.
Neste último Arrastão Cultural do Boi da Terra, um time de peso está confirmado para o cortejo. Entre os artistas e grupos que vão garantir o ritmo e as cores da despedida estão Alan Chaves, Beto Frosk, Ilma Maria, Eduardo Luz e o coletivo Pandeiro Livre. A celebração da cultura popular se completa com o Boi Malhadinho, Boi Catiguria, Vivência Percussiva, Saias de Flores e Os Tamuatás do Tucunduba.
“Acredito que esse intercâmbio é fundamental para o fortalecimento da cultura popular em Belém. Receber grupos de diferentes bairros e, da mesma forma, levar o Boi da Terra para outros territórios é uma forma de criar pontes e fortalecer uma rede de resistência cultural. Cada boi possui sua identidade, suas tradições e sua maneira própria de fazer cultura, mas todos compartilham o mesmo propósito: manter vivas as manifestações populares. Essa troca com grupos como o Boi Malhadinho, do Guamá, e o Boi Catiguria, de Canudos, demonstra que a cultura não conhece fronteiras e que os movimentos populares se fortalecem quando caminham juntos”, pontua Letícia Terra.
Com início programado para as 16h, o cortejo toma conta da Passagem Nossa Senhora das Graças. Mais do que uma celebração festiva, o evento busca fortalecer a identidade cultural da comunidade, abrindo espaço para manifestações artísticas que resgatam e valorizam a história e a memória do povo paraense.
“O Boi da Terra se reconhece como um ‘guardião da memória’ e isso significa que honramos aqueles que vieram antes, valorizamos quem está construindo a cultura hoje e, ao mesmo tempo, preparamos as novas gerações para que essa tradição continue viva. Essa missão se reflete na diversidade artística que o instituto reúne, seja ela música, dança, teatro, literatura. Além de nomes consagrados da cena paraense, o Boi da Terra faz questão de valorizar os talentos nascidos na própria comunidade, como os Tamuatás do Tucunduba, grupo de carimbó da Terra Firme que também canta e preserva as histórias e vivências do bairro. É uma forma de fortalecer a identidade local e garantir que a cultura continue sendo construída coletivamente”, finaliza a coordenadora-geral.
Agende-se
Data: domingo, 21
Hora: 16h
Local: Passagem Nossa Senhora das Graças, nº 776, esquina com a Passagem Comissário. Terra Firme – Belém
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