TER · 20 OUT 2026Assine
O Liberal 80 anos

CURIÓ-UTINGA

Trânsito: Novas interdições são realizadas na avenida Dr. Freitas, em Belém

Na manhã desta terça-feira (20), a reportagem do Grupo Liberal esteve no local e conversou com trabalhadores e moradores

O Liberal

20 de outubro de 2026 às 11:47

Modificado em 20 de outubro de 2026 às 12:13

Trânsito: Novas interdições são realizadas na avenida Dr. Freitas, em Belém.

Trânsito: Novas interdições são realizadas na avenida Dr. Freitas, em Belém. ( Foto: Thiago Gomes | O Liberal )

Novas interdições no trânsito começaram na segunda-feira (19) na avenida Dr. Freitas, no bairro do Curió-Utinga, em Belém. Os serviços realizados atualmente estão concentrados na tubulação do local e fazem parte das obras do sexto viaduto da capital paraense. As mudanças ocorrem no trecho entre as avenidas João Paulo II e Almirante Barroso e também afetam os acessos entre as avenidas João Paulo II e Perimetral.

Na manhã desta terça-feira (20), a reportagem do Grupo Liberal esteve no local e conversou com trabalhadores e moradores sobre os impactos das intervenções. Além das mudanças no tráfego, os entrevistados relataram dificuldades para quem precisa circular pela região e prejuízos à movimentação dos estabelecimentos comerciais.

Novos desvios alteram trajetos na região

De acordo com o Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), responsável pelas obras, os novos desvios temporários foram implantados para permitir o avanço dos trabalhos. O esquema de trânsito deve permanecer até a conclusão desta etapa da obra.

Com as mudanças, motoristas que trafegam pela avenida João Paulo II, no sentido São Brás, não podem mais acessar a avenida Dr. Freitas para chegar à avenida Almirante Barroso. Já quem vem pela avenida Perimetral não pode cruzar a João Paulo II para acessar a Dr. Freitas no sentido Almirante Barroso, nem seguir pela João Paulo II em direção a São Brás.

Como alternativa, os condutores devem utilizar a travessa Enéas Pinheiro para acessar a avenida Almirante Barroso, no sentido saída de Belém, ou seguir pela João Paulo II em direção a São Brás. A travessa funciona em mão dupla no trecho até a João Paulo II e em sentido único em direção à Almirante Barroso.

O percurso para quem vem da BR-316 e segue pela avenida João Paulo II, no sentido São Brás, permanece sem alterações.

Caminhões com peso superior a 10 toneladas estão proibidos de circular pela travessa Enéas Pinheiro das 7h às 19h. Durante esse período, os veículos de carga devem utilizar rotas alternativas, como a avenida Liberdade, conforme orientação da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Segbel).

O secretário de Infraestrutura e Logística e diretor-geral do NGTM, Adler Silveira, afirmou que as alterações são necessárias para organizar a circulação de veículos durante as intervenções. Ele orientou os motoristas a respeitar a sinalização e os desvios implantados, além de reforçar a necessidade de cumprimento da restrição para caminhões.

Obras afetam movimento do comércio

Sidney Ribeiro, mecânico e gerente de uma oficina localizada na avenida Perimetral, afirma que as obras já se prolongam há mais de dois anos e têm prejudicado a movimentação dos estabelecimentos comerciais da área. Segundo ele, alguns comércios fecharam as portas, enquanto outros reabriram e tentam recuperar o movimento.

Na oficina em que trabalha, Sidney observa uma queda superior a 80% na demanda. De acordo com ele, as interdições levaram muitos motoristas a adotar rotas alternativas que não passam em frente ao estabelecimento, reduzindo a circulação de clientes.​ “Com essas interdições, o movimento caiu bastante. Muitos motoristas estão passando por outros caminhos e já não chegam até a oficina como antes. Isso acaba afetando diretamente a demanda e o nosso trabalho”, relata Sidney.

O gerente também avalia que o viaduto não deve representar uma mudança extraordinária na dinâmica do trânsito, mas principalmente eliminar os semáforos existentes na região. Para ele, a expectativa é que a obra melhore a circulação de veículos, embora os impactos prolongados já sejam sentidos pelos comerciantes.

Moradores reclamam da falta de comunicação

O autônomo Benedito Manso também relatou dificuldades provocadas pelas novas interdições. Segundo ele, a falta de comunicação prévia com moradores e comerciantes contribuiu para a confusão no trânsito, surpreendendo quem utiliza as vias diariamente.​ “Essa nova interdição acabou provocando muita confusão no trânsito, principalmente porque os moradores e comerciantes não foram avisados com antecedência sobre as mudanças. As pessoas chegam ao local sem saber por onde seguir, e isso dificulta a circulação de quem precisa passar pela região”, afirma Benedito.​