Os trabalhadores da empresa de ônibus São José, em Belém, estão em greve desde domingo (25). A paralisação tem como objetivo cobrar o pagamento de salários, ticket-alimentação, férias e outras demandas trabalhistas.
O movimento afeta três linhas de ônibus operadas pela empresa: 323 – Canudos–Praça Amazonas (Perimetral), 324 – Canudos–Presidente Vargas e 912 – Castanheira–Pátio Belém (seletivo).
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Belém (Sintrebel), a situação envolve atrasos salariais e outros pagamentos pendentes. Segundo o diretor de comunicação da entidade, Luciano Barros, há trabalhadores com até três meses de salários e ticket-alimentação atrasados. Outros funcionários acumulam dois meses de pendências.
As férias também estão entre as reivindicações. Conforme o sindicato, os pagamentos estão atrasados há cerca de seis a sete meses. Há casos de trabalhadores que saem de férias, mas ainda não receberam os valores correspondentes ao período de descanso.
O sindicato aponta, ainda, que valores são descontados dos pagamentos dos trabalhadores, mas não são devidamente repassados. A categoria também denuncia que a empresa não estaria depositando os encargos sociais. Além disso, os funcionários relatam falta de diesel para abastecer os ônibus e descumprimento do acordo firmado durante a última paralisação.
Segundo Luciano Barros, ainda não há confirmação de que a empresa convocará os trabalhadores para uma negociação concreta sobre as pendências. “Vamos saber amanhã [terça-feira, 27] se a empresa vai chamar para alguma negociação concreta de pagamento de salário, ticket-alimentação, férias e encargos sociais que a empresa não está depositando para os trabalhadores. Desconta dos trabalhadores, mas não faz o repasse”, afirmou.
A reportagem tenta localizar os representantes da empresa, para obter um posicionamento. O espaço segue aberto. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) foi procurado para comentar a situação, mas ainda não houve resposta.

