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BELÉM

Regularização do estoque de medicamento para asma deve ocorrer em até 30 dias, diz Sespa

Pacientes cadastrados no Barros Barreto afirmam que estão sem o remédio desde novembro

Dilson Pimentel

5 de maio de 2021 às 12:04

Hospital Universitário Barros Barreto afirma estar preparado para tratar e conter possíveis casos de coronavírus que podem surgir no Pará

Hospital Universitário Barros Barreto afirma estar preparado para tratar e conter possíveis casos de coronavírus que podem surgir no Pará ( Foto: Mácio Ferreira / Arquivo / UFPA / Divulgação )

Os pacientes com asma cadastrados no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, tiveram uma boa notícia esta quarta (5). A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que “os medicamentos Formoterol (fumarato) + Budesonida de 6/200 ou 12/400 estão em fase de regularização do estoque, o que deve ocorrer em até 30 dias”. A redação integrada de O Liberal vem fazendo matérias sobre a falta desse medicamento desde o mês passado.

Mas, até obter essa informação, a reportagem percorreu um caminho que começou no dia 15 de abril, com a publicação de uma reportagem sobre esse assunto. Naquela ocasião, Luzia Romana Lopes Araujo contou que desde novembro, vem tentando, sem sucesso, conseguir remédios para asma para sua filha Cleide Lopes Cardoso, 25 anos, e para sua mãe, Oscarina Morais Lopes, 74.

As duas são cadastradas em um programa do Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, e deveriam receber esse medicamento todo mês. Luzia também é asmática, mas ainda não conseguiu se cadastrar no programa.

Elas tomam o remédio Budesonida.  “Desde novembro eles estão prometendo mandar remédio e, até agora, nada”, disse Luzia. “Eu pego remédio lá para a minha filha e para a minha mãe. Tem que comprar fralda geriátrica e outros remédios para a minha mãe, as coisas dela. Eles dão lá no ‘Barros Barreto’, todo mês. Só que, desde novembro, não tá tendo. Estou sendo obrigado a comprar. Esse remédio tá quase R$ 100”, disse Luzia, naquela ocasião.

Inicialmente, hospital disse que responsabilidade era do Ministério da Saúde


Naquele dia 15 de abril, quando a Redação Integrada publicou matéria sobre o assunto, o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), pertencente ao Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA) e gerido pela  Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), informou que a aquisição do medicamento Budesonida é feita pelo Ministério da Saúde (MS), conforme cadastramento de pacientes no programa deste mesmo órgão, e encaminhada para a farmácia do HUJBB, a qual somente faz a dispensação do produto. Desde dezembro de 2020, afirmou, a farmácia aguarda reposição de estoque pelo MS para a dispensação aos pacientes cadastrados.

“Reiteramos que, como hospitais de ensino, o objetivo dos hospitais universitários é promover ensino e pesquisa em saúde, levando também a assistência adequada aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e buscando sempre melhoria no atendimento à população e na formação adequada de novos profissionais de saúde”, acrescentou o hospital.

No dia 20, o Ministério da Saúde informou “que o medicamento compõe a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) e a compra e distribuição é de responsabilidade de estados e municípios”. No dia 26 de abril, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) disse que a aquisição do medicamento Budesonida é responsabilidade das secretarias municipais de saúde. No dia 27 de abril, a Secretaria Municipal de Saúde, da Prefeitura de Belém, informou que possui padronizado na Relação Municipal de Medicamentos (Remume), com estoque regular,  a Budesonida 0,25 Suspensão para nebulização.

Ainda segundo a Sesma, existem outras apresentações desta medicação como: Budesonida 32 mcg Suspensão para inalação nasal; Budesonida 50 mcg  Suspensão para inalação nasal; Budesonida 64 mcg  mcg suspensão para inalação nasal, que constam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) como parte do componente básico da Assistência Farmacêutica (CBAF) e estão em processo de aquisição. Na Rename também constam as apresentações listadas abaixo, estas, são do componente especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde: Budesonida 200 mcg Aerossol Bucal; Budesonida 200 mcg Cápsula para inalação;  Budesonida 200 mcg Pó para inalação; Budesonida 400 mcg Cápsula para inalação

Também no dia 26, o Barros Barreto acrescentou que a Sespa, em pactuação com o  Ministério Público, “é a secretaria responsável por nos fornecer o medicamento "Formoterol + budesonida" para que possamos distribuir aos  pacientes do programa de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Porém, desde o final do ano de 2020 o medicamento não tem sido viabilizado”.

Barros Barreto e Sespa voltam a falar sobre a falta do medicamento


E, nesta terça-feira (4), Dia Mundial da Asma, a Redação Integrada voltou a procurar o “Barros Barreto”, para atualizar o assunto. E o hospital informou o seguinte: “O medicamento distribuído pelo HU João de Barros Barreto é o associado ‘Formoterol (fumarato) + Budesonida’ de 6/200 ou 12/400. Este medicamento é de componente especializado, e classificado no Grupo 2, que, segundo o Rename, são "medicamentos financiados e adquiridos pelas secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal. Desta forma, o HU Barros  Barreto faz apenas a dispensação deste medicamento e, por enquanto, segue aguardando o envio da Sespa”.

E, novamente, a redação procurou a Sespa, que explicou que o nome informado desta vez pelo hospital ("Formoterol (fumarato) + Budesonida" de 6/200 ou 12/400) era diferente da informação divulgada inicialmente (em 15 de abril) pelo hospital (Budesonida). Aí, a Sespa divulgou uma nota, informando que informou “que os medicamentos Formoterol (fumarato) + Budesonida de 6/200 ou 12/400 estão em fase de regularização do estoque, o que deve ocorrer em até 30 dias”.

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