A reflexão da homilia do 32º Domingo do Tempo Comum, feita pelo padre Cláudio Pighin, destaca a importância de manter a fé viva e assumir um compromisso verdadeiro com os ensinamentos de Jesus. A partir da parábola das dez virgens, apresentada no Evangelho, ele ensina que a vida cristã exige preparação, perseverança e atitudes concretas de amor ao próximo.
“O Evangelho nos revela mais uma vez que Deus nos ama muito, muito. Por isso, insiste em nos orientar sobre como acolher o amor dele. A vida com Deus é como uma festa de casamento, em que se celebra a alegria de estarmos juntos”, explica.
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Na passagem bíblica, Jesus apresenta dez virgens que aguardam a chegada do noivo. Cinco delas são consideradas prudentes, pois levam uma reserva de óleo para manter as lamparinas acesas, enquanto as outras cinco não se preparam para a espera. Para o padre, a narrativa ensina que a fé precisa ser cultivada continuamente, já que não se sabe quando acontecerá o encontro definitivo com Deus.
“Ninguém de nós sabe quando é a nossa hora de fazer o encontro definitivo com o Senhor. E a parábola nos ensina que precisamos estar sempre prontos, com o nosso óleo para manter a lamparina acesa. Isto é, necessitamos manter a nossa vida viva em Deus”, afirma Cláudio Pighin.
O religioso também explica que o óleo mencionado na parábola representa o compromisso individual de cada pessoa com Jesus. Segundo ele, essa responsabilidade não pode ser transferida ou assumida por outra pessoa, pois depende das escolhas e atitudes de cada cristão.
“O óleo representa a nossa aposta no nosso único mestre, Jesus. Sendo assim, não se pode emprestar esse óleo, que é um compromisso pessoal com Jesus. Não dá para doar o empenho pessoal, o próprio compromisso individual. Cada um tem que assumir essa responsabilidade”, destaca.
Na interpretação do padre Cláudio Pighin, a diferença entre as virgens prudentes e as imprudentes também representa duas maneiras de viver a fé. Enquanto os sábios mantêm uma relação constante com a Palavra de Deus, aqueles considerados imprudentes se limitam a uma vivência superficial do cristianismo.
“Jesus define sábio quem aposta o tempo todo nEle. Nunca saia de férias da Palavra de Deus. No entanto, chama de louco quem quer ser somente cristão de fachada ou de vez em quando”, pontua.
O sacerdote acrescenta que o verdadeiro compromisso cristão deve se manifestar nas atitudes cotidianas, especialmente na prática das bem-aventuranças ensinadas por Jesus. Para ele, a felicidade proposta pelo Evangelho está diretamente relacionada à capacidade de promover o bem-estar das outras pessoas.
“O nosso óleo que mantém viva a nossa lamparina é viver as bem-aventuranças que Jesus nos ensinou. Isto significa que a nossa felicidade é promover a felicidade dos outros. É nessa aposta que nos tornamos luz na sociedade”, ressalta o padre Cláudio.
Ao concluir a reflexão, o sacerdote chama atenção para a diferença entre apenas carregar o título de cristão e colocar os ensinamentos religiosos em prática. Ele observa que, embora muitos tenham acesso ao Evangelho e tenham recebido o batismo, nem todos assumem o compromisso de estudar, refletir e viver a mensagem de Jesus.
“Tem uns, uma boa parte, que são sábios e consideram o Evangelho um tesouro inestimável. E, portanto, o estudam, o refletem e o vivem todos os dias”, afirma.
Para o padre, a fé precisa ultrapassar os rituais e se transformar em uma experiência diária de doação e amor ao próximo. “Jesus reconhece aqueles que fizeram da própria vida um dom de amor para que os outros tenham vida”, conclui.
