A praia Grande, uma das principais da ilha de Outeiro, em Belém, é foi umas das opções de lazer e tranquilidade na manhã nublada desta terça-feira (21) de Carnaval. Os banhistas gostaram da ilha pela tranquilidade e por ficar perto de Belém. Já os barraqueiros reclamaram das vendas fracas.
De acordo com alguns barraqueiros ouvidos pela reportagem, faltam atrações para atrair visitantes para a praia. Também afirmaram que a precariedade do transporte público prejudica o acesso das pessoas a Outeiro e, portanto, às praias.
Dezoito militares do Corpo de Bombeiros atuam na praia para evitar a ocorrência de acidentes. Na segunda-feira (20), uma criança se afogou. Mas sem gravidade.
.jpeg?$p=82d7a0b)
As crianças gostam de brincar de boia, cujo aluguel, por uma hora, custa 10 reais. Mário Freitas, o "Marinho", 53, trabalha na praia há seis anos. Trouxe sete boias para alugar. Disse que o tempo nublado atrapalha um pouco, mas seria pior se estivesse chovendo. Até 11h30, havia faturado 60 reais. Vai trabalhar até 18 horas.
A tranquilidade da praia é citada por muitas pessoas. É o caso do segurança Patrick Silva, 37 anos, que está com a família hospedado na casa da sogra. "É um lugar tranquilo", disse ele.
"Calmaria" impacta o trabalho dos barraqueiros
Para os barraqueiros, essa calmaria é ruim para os negócios. Ricardo Lisboa, 45, tem uma barraca na praia, na qual trabalha há 25 anos. "O movimento tá devagar, quase parando", disse. Ele disse que faltou programação da prefeitura para atrair clientes. "Não tem evento na beira da praia", disse. "A ilha toda tá abandonada", afirmou.

Ricardo reclamou da obra inacabada da rua que dá acesso à praia, a avenida Franklin de Menezes, por onde veículos e pedestres transitam com dificuldade, e da precariedade do transporte público. "A frota de ônibus é reduzida e sucateada. Isso prejudica o movimento na praia", disse.
A Administração Regional de Outeiro (Arout) informou que foi feita reunião com ambulantes e que “todos ficaram cientes sobre a programação e o local onde aconteceria o Carnaval da Prefeitura dentro da ilha”. E acrescentou que a rua Franklin de Menezes “passa por obras de drenagem e pavimentação asfáltica e segue um cronograma de serviços”.
"Pare, siga"
Na ponte do Outeiro funciona o sistema "pare, siga". Por causa das obras, apenas uma pista está liberada para o tráfego dos veículos. Isso torna o trânsito mais lento. E os motoristas precisam ter um pouco de paciência. A ponte ainda não foi oficialmente entregue à população.
