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SAÚDE

Poliomielite: entenda a mudança da aplicação da vacinação com a ‘gotinha’ para a injeção

A partir da próxima segunda-feira (17), a vacina oral poliomielite (VOP), também conhecida como “gotinha”, não será mais disponibilizada nas unidades básicas de saúde, conforme orientação do Ministério da Saúde

Gabriel Pires

14 de junho de 2024 às 18:42

A abertura oficial do Dia D ocorrerá na Casa de Saúde da Família da Condor, localizada na rua Lauro Malcher, a partir das 9h.

A abertura oficial do Dia D ocorrerá na Casa de Saúde da Família da Condor, localizada na rua Lauro Malcher, a partir das 9h. ( Foto: Divulgação/ PMB )

A partir da próxima segunda-feira (17), a vacina oral poliomielite (VOP), também conhecida como “gotinha”, não será mais disponibilizada nas unidades básicas de saúde, conforme orientação do Ministério da Saúde. Com isso, a imunização contra a paralisia infantil passará a ser exclusivamente com a vacina inativada poliomielite (VIP) - administrado de forma injetável -, tanto para o iniciar esquema vacinal, quanto para a dose de reforço, como detalhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) nesta sexta-feira (14).

Na capital paraense, no entanto, as doses da VOP seguirão sendo administradas, como destaca a coordenadora do Programa de Imunizações da Sesma, Nazaré Athayde. Ela lembra que a campanha de vacinação contra a pólio encerrou nesta sexta-feira (14). “Em Belém, a vacina ficará na rotina até que o Ministério da Saúde nos encaminhe uma nota oficial retirando a vacina de circulação do Brasil. Recebemos a determinação hoje [sexta]. A campanha encerra, mas as vacinas continuam na rotina”, afirma Nazaré.

Atualmente, a vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Devem ser vacinadas crianças menores de 5 anos de idade (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), nas seguintes condições: crianças menores de 1 ano de idade deverão ser vacinadas conforme a situação vacinal encontrada para o esquema primário; crianças de 1 a 4 anos deverão ser vacinadas indiscriminadamente com a Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.

Eficácia

A VIP é o imunizante na versão inativa do vírus da pólio, enquanto a vacina oral contém o agente infeccioso atenuado, ou seja, “vivo”, porém enfraquecido. Nazaré Athayde, coordenadora do Programa de Imunizações da Sesma, destaca que a mudança da gotinha para a injeção garante ainda mais eficácia à vacina. “Eu concordo com a medida. A vacina inativada é uma vacina não reatogênica, que dá uma proteção infinitamente maior. É uma medida muito certa”, avalia.

Até o momento, de acordo com a Sesma, um total de 9.353 doses da vacina injetável já foram aplicadas. Já na vacinação oral foram 12.577 doses aplicadas. De acordo com Nazaré, a meta é imunizar mais de 70 mil crianças. “Conseguimos a eliminação da pólio. E com a vacina inativada, esperamos que a gente alcance os indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde, mantendo a pólio eliminada do continente americano, no Brasil e aqui no estado do Pará. Convocamos a população para continuar se vacinando”, reforça.

No Brasil, o último caso de poliomielite ocorreu em 1989. E mesmo com o encerramento da campanha, Nazaré explica que a população ainda poderá contar com a aplicação dos imunizantes nas mais de 70 salas de vacinação da capital, visando aumentar a proteção do público-alvo que deve ser imunizado. Entre os pontos de imunização, a coordenadora da Sesma destaca para os postos de saúde. Para vacinar, é necessário apresentar a carteirinha de vacinação da criança. 

O que é a poliomielite?

A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa grave causada por um vírus chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos. O vírus pode afetar a medula espinhal e o tronco cerebral, levando à paralisia ou mesmo à morte. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

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