Usuários do transporte público de Belém, em denúncias feitas à Redação Integrada de O Liberal, reclamam das “queimas de paradas” de motoristas de ônibus. Mesmo com solicitações e acenos, os passageiros afirmam que os condutores não param os veículos nos pontos onde deveriam. As informações não são restritas a determinadas linhas ou locais, mas as ocorrências são mais intensas na avenida Almirante Barroso, de acordo com os denunciantes.
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Em apuração e entrevistas realizadas na tarde dessa sexta-feira (7), uma equipe de reportagem conversou com passageiros nos pontos localizados em frente ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade do Estado do Pará (CCBS Uepa) e à Igreja Messiânica Mundial do Brasil. O fato foi confirmado pelos usuários. A ação é chamada, tecnicamente, de omissão de parada ou evasão de ponto.
A camareira Lucélia Sodré Freitas mora em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB) e, diariamente, utiliza o transporte público. Conforme relato, os motoristas costumam passar por trás de outros ônibus, para evitar paradas nos pontos. “É muito frustrante isso, porque a gente sai cansada do trabalho, faz sinal e eles não param”, conta.

Lucélia fala que, na quarta-feira (5), estava aguardando o ônibus e, quando o viu, acenou, mas não adiantou: “Ele estava parado lá no sinal, eu corri para ver se ele abria a porta. Pois ele passou o sinal vermelho, mas não abriu a porta pra mim.”
A mesma situação é vivida pelo pedreiro Reivisson Moraes, que também transita entre Belém e Ananindeua diariamente. “Toda vez eles furam e custam a passar. Desse jeito, quem sofre é a gente, que está trabalhando”, afirma.

Reivisson conta que, após perder um ônibus por omissão de parada, chegou a ficar mais de uma hora aguardando o transporte. “É meio constrangedor, porque a gente depende do coletivo, mas, infelizmente, muitos queimam parada e custam a chegar”, conclui.
Posicionamento oficial
Em nota enviada à Redação Integrada de O Liberal, a Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) afirma que, ao receber denúncias, a empresa responsável é identificada e os fatos são apurados. Para denunciar, o passageiro deve informar, por meio da Ouvidoria, o número da ordem de serviço (impresso na lateral do veículo), o horário e o local do ocorrido. As informações devem ser enviadas ao e-mail ouv@segbel.pmb.pa.gov.br ou via WhatsApp no número (91) 98415-4587.

“Após a identificação do condutor, este é encaminhado ao acompanhamento psicológico do órgão para avaliação. Paralelamente, a Segbel notifica a empresa responsável para que adote as providências administrativas necessárias em relação ao colaborador e informe a sanção trabalhista aplicada. Caso não haja resposta no prazo legal, a empresa estará sujeita a penalidades administrativas”, declara.
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