Trabalhadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária da Amazônia Oriental (Embrapa) aderiram nesta quarta-feira (17) à paralisação nacional convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf). Em Belém, a mobilização ocorre na entrada principal da unidade da empresa, localizada no bairro do Marco. O Grupo Liberal pediu um posicionamento da Embrapa e aguarda retorno.
Segundo o sindicato, o movimento é motivado pelo impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. A entidade afirma que a pauta de reivindicações foi apresentada há mais de quatro meses e que, após oito rodadas de negociação, ainda não houve apresentação de uma contraproposta formal por parte da empresa.
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Durante a paralisação, os trabalhadores realizam protestos, panfletagem e atividades voltadas à divulgação das reivindicações da categoria. Entre os principais pontos da pauta estão a recomposição salarial, a implantação de adicional de escolaridade para técnicos e assistentes e melhorias nas condições de trabalho e assistência à saúde dos servidores.
Como parte da mobilização, os participantes também promovem a distribuição gratuita de duas toneladas de frutas para a população. A ação está prevista para ocorrer a partir das 10h e, segundo os organizadores, tem o objetivo de chamar a atenção para a importância da pesquisa agropecuária e da segurança alimentar. A programação teve início às 7h30, com concentração dos trabalhadores em frente à unidade da Embrapa Amazônia Oriental.

Posicionamento
Em nota, a Embrapa informou que as negociações relativas ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 permanecem em andamento, seguindo o fluxo estabelecido pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).
"As reivindicações apresentadas pelo Sindicato foram analisadas pelas áreas técnica e jurídica, observando-se os aspectos legais, orçamentários e de governança aplicáveis à Empresa, incluindo as vedações advindas da Lei Eleitoral, e apresentadas aos Comitês Estatutários", detalha o comunicado.
A Embrapa ainda completa que "respeita o direito de manifestação dos empregados e reafirma seu compromisso com a condução responsável do processo negocial".
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia
