O padre Cláudio Pighin celebrou missa no Grupo Liberal, neste domingo (25), durante o 30º Domingo do Tempo Comum. Na reflexão, ele destacou o protagonismo de Deus na vida do ser humano e ressaltou que a busca pelo Senhor precisa estar necessariamente relacionada à promoção do bem do próximo.
Segundo o sacerdote, a Palavra de Deus insiste em mostrar como o Senhor é protagonista na vida humana, sobretudo na primeira leitura do Antigo Testamento. Já o Evangelho ensina como reconhecer esse protagonismo divino na própria vida. “E Deus não é desligado da nossa vida. A criatura não pode desconhecer o criador. E, fazendo essa busca de Deus na nossa vida, tem que passar necessariamente na promoção do outro, das pessoas, dos meus amigos, do vizinho”, afirmou.
O padre explicou que a promoção do próximo é indispensável para quem deseja buscar uma verdadeira experiência de Deus. Ele ressaltou que os dois mandamentos apresentados por Jesus - amar a Deus e amar o próximo - estão interligados e precisam ser vivenciados em conjunto. “Então, sem essa promoção, não posso fazer uma experiência de uma busca de Deus. Esses dois mandamentos, disse Jesus, são interligados um com o outro. Amar a Deus e amar o próximo somente isso permite de fazer uma verdadeira busca de Deus. Senão podemos inventar deuses pagãos aí, que não tem sentido”, disse.
O padre Cláudio também alertou para a contradição de quem afirma amar a Deus, mas maltrata, desrespeita, escraviza ou ignora outras pessoas. Segundo ele, não basta falar de Deus sem reconhecer, nas atitudes cotidianas, o Deus de Jesus. “É fácil falar de Deus que ninguém vê, que não enxerga e depois maltratar o teu irmão, não respeitar, escravizá-lo, ignorá-lo. Não reconhecer o Deus de Jesus. Pode ter outros deuses, mas não é de Jesus. E, sem essa experiência de um Deus de Jesus, quem é prejudicado somos nós, a nossa vida humana”, afirmou.
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Dificuldade de amar o próximo
Durante a entrevista, e antes de celebrar a missa, o padre foi questionado sobre por que as pessoas conseguem amar a Deus, mas encontram tanta dificuldade para amar o próximo. Em resposta, ele afirmou que essa dificuldade está relacionada à busca por Deus e questionou a ideia de que a oração frequente e a participação nas atividades da Igreja, por si sós, sejam suficientes para garantir uma relação adequada com o Senhor.
“É, porque não estamos buscando o verdadeiro Deus. Essa é a verdade. Eu questiono também. Não pode um pensar assim: 'porque eu rezei tanto, estou sempre na Igreja e, com isso, já estou 'limpo' com Deus'. Não. Deus disse: ‘Sim, quero que tu me adores, interceda, tudo, reze, mas tem que passar depois com o teu irmão aí do teu lado’”, acrescentou o religioso.

