A passagem do Evangelho de Mateus 22, 34-40, que será lida neste domingo (25), no 30º Domingo do Tempo Comum, destaca a relação entre o amor a Deus e ao próximo. Na reflexão sobre a homilia, o padre Claudio Pighin explica que os dois mandamentos estão interligados e que a fé cristã também exige o reconhecimento da importância da vida humana.
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O trecho bíblico apresenta o questionamento de um doutor da lei a Jesus sobre qual seria o maior mandamento. Segundo o padre, a pergunta buscava colocar Jesus à prova, em um contexto no qual os líderes religiosos se apresentavam como autoridades no conhecimento de Deus.
“De fato, ele afirma que o amor para Deus está acima de tudo, mas mostra que o amor para o ser humano vem logo em seguida, e que, aliás, é parecido com o amor a Deus”, explica Claudio Pighin.
Para o sacerdote, a ligação entre os dois mandamentos significa que a escolha por Deus não pode estar separada do compromisso com as pessoas.
“Eu repito sempre que não adianta falar de Deus se não defendemos a vida humana”, afirma.
O padre também chama atenção para a necessidade de coerência entre a oração e as ações, especialmente nas relações com o próximo. “Não adianta apostar na oração se depois não faço nada para ser correto com o meu irmão”, acrescenta.
Na reflexão, Claudio Pighin alerta para o risco de uma compreensão da fé desvinculada da realidade social.
Segundo ele, amar o próximo significa agir para promover sua dignidade e contribuir para libertá-lo do mal e do pecado, sem deixar de lado a busca por Deus.
O sacerdote conclui que a mensagem de Jesus convida os cristãos a viverem os dois mandamentos de forma conjunta, tanto na vida particular quanto na comunitária. “Como vive este ensinamento de Jesus na sua vida?”, questiona.

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