Pacientes atendidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, e que têm asma, continuam sem ter acesso ao remédio Budesonida. O medicamento está em falta desde novembro do ano passado. No dia 15 deste mês, a redação integrada fez reportagem sobre o assunto. E conversou com Luzia Romana Lopes Araujo. Ela disse que tenta, sem sucesso, desde novembro, conseguir remédios para asma para sua filha Cleide Lopes Cardoso, 25 anos, e para sua mãe, Oscarina Morais Lopes, 74. As duas são cadastradas em um programa do “Barros Barreto”, em Belém, e deveriam receber esse medicamento todo mês. Luzia também é asmática, mas ainda não conseguiu se cadastrar no programa.
Elas tomam o remédio Budesonida. “Desde novembro eles estão prometendo mandar remédio e, até agora, nada”, disse Luzia. “Eu pego remédio lá para a minha filha e para a minha mãe. Tem que comprar fralda geriátrica e outros remédios para a minha mãe, as coisas dela. Eles dão lá no ‘Barros Barreto’, todo mês. Só que, desde novembro, não tá tendo. Estou sendo obrigado a comprar. Esse remédio tá quase R$ 100”, disse Luzia.
Na manhã desta segunda-feira (26), ela confirmou que o problema continua. “Até agora, nada. Na semana passada, quando fiz contato com o hospital, disseram para eu ligar só para o mês, em maio”, afirmou. “Não sei o que está acontecendo”, acrescentou.

Ministério da Saúde: responsabilidade é de estados e municípios
Em nota, à época, o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), pertencente ao Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA), gerenciado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), informou que a aquisição do medicamento Budesonida é feita pelo Ministério da Saúde (MS), conforme cadastramento de pacientes no programa deste mesmo órgão, e encaminhada para a farmácia do HUJBB, a qual somente faz a dispensação do produto. Desde dezembro/2020, afirmou, a farmácia aguarda reposição de estoque pelo MS para a dispensação aos pacientes cadastrados.
“Reiteramos que, como hospitais de ensino, o objetivo dos hospitais universitários é promover ensino e pesquisa em saúde, levando também a assistência adequada aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e buscando sempre melhoria no atendimento à população e na formação adequada de novos profissionais de saúde”, acrescentou o hospital.
Só que, também em nota, o Ministério da Saúde informou o seguinte: “o medicamento compõe a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) e a compra e distribuição é de responsabilidade de estados e municípios”.
A reportagem entrou em contato com as secretariais de saúde de Belém (Sesma) e do Pará (Sespa) e aguarda um posicionamento sobre a compra desse medicamento.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que a "aquisição do medicamento Budesonida é responsabilidade das secretarias municipais de saúde".
A redação ainda aguarda posicionamento da Sesma. Acompanhe.
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