A interdição de uma passarela na avenida Almirante Barroso, em frente ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS), em Belém, tem dificultado a travessia de pedestres que passam diariamente pelo local. Sem poder utilizar a estrutura, parte da população relata insegurança ao atravessar a via, principalmente nos horários de maior movimento. A Prefeitura de Belém informou que a passarela está em manutenção e deve ser liberada para uso no dia 6 de novembro.
A estrutura foi interditada há menos de uma semana para a troca das chapas do piso e dos suportes que estavam em estágio avançado de deterioração. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), os serviços estão sendo realizados entre 22h e 5h, período escolhido para evitar acidentes e reduzir os transtornos no trânsito durante o dia.
Enquanto a passarela permanece fechada, pedestres precisam buscar outras formas de atravessar uma das principais avenidas da capital paraense. A situação preocupa quem utiliza o trecho com frequência, especialmente estudantes que circulam pela região.
A professora Elizabete Lucas, de 49 anos, conta que a insegurança faz parte da rotina de quem precisa atravessar a avenida. Segundo ela, a alternativa é caminhar até um semáforo mais distante ou arriscar a travessia em um trecho movimentado.“Na verdade, todos os dias é insegurança, porque ou a gente caminha para o sinal, que é um pouco longe, ou a gente atravessa aqui”, relata.
Elizabete também chama atenção para o risco enfrentado pelos estudantes de uma escola localizada nas proximidades. De acordo com ela, os alunos precisam atravessar a avenida diariamente e muitos acabam se arriscando por causa da distância até o outro ponto de travessia que fica longe.“Ontem, eles fizeram protesto em prol da reforma dessa passarela, porque eles fecharam, mas não estão trabalhando, como você percebe. E todos os dias a gente precisa se expor ao risco”, afirma.
A professora diz que evita atravessar a avenida nos horários de maior movimento e prefere caminhar até o semáforo. Ela também demonstra preocupação com idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, que enfrentam obstáculos ainda maiores para chegar a um local seguro. “Uma pessoa com dificuldade de mobilidade tem que caminhar para lá, mas se arrisca mais ainda. Eu vi pessoal com dificuldade de mobilidade, pessoal idoso atravessarem aqui também. Então o risco é maior de acidente, com certeza”, diz.

Estudantes relatam insegurança
O universitário João Xavier, de 21 anos, também relata dificuldades para atravessar a Avenida Almirante Barroso desde a interdição da passarela. Para ele, a falta de apoio no trânsito durante a travessia aumenta a preocupação dos pedestres.
“Tinha o risco da passarela que estava prestes a cair e agora tem esse risco da travessia, porque a gente não tem mais faixa, não tem segurança de trânsito para nos auxiliar a atravessar”, afirma.
João conta que os pedestres precisam caminhar até outro ponto sinalizado ou atravessar a avenida em meio ao fluxo de veículos. Segundo ele, a situação afeta a segurança de quem precisa passar pelo trecho todos os dias.
“A maior parte das pessoas está se arriscando atravessando nesse trajeto aqui, o que afeta a nossa segurança. A gente espera um sol quente, esperando o sinal fechar, ou corre o risco de morrer atropelado”, relata.

Mesma passarela sofreu acidente em 2019
A passarela interditada para manutenção na avenida Almirante Barroso, em frente ao 2º BIS, é a mesma que sofreu danos no dia 6 de setembro de 2019, após uma carreta atingir um dos pilares de sustentação da estrutura. O impacto provocou a queda de parte da passarela e deixou duas pessoas feridas. Na época, a via foi interditada para a retirada dos escombros, e a estrutura foi recuperada e reposicionada pela Prefeitura de Belém em dezembro do mesmo ano.
Nota da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel), informou que existem duas faixas de pedestres no entorno da passarela para a travessia da avenida.
O órgão orienta que a população utilize os locais devidamente sinalizados e respeite as normas de trânsito, evitando atravessar entre os veículos, principalmente em uma via de grande fluxo.
De acordo com a Seinfra, a previsão é que os serviços de manutenção sejam concluídos em 5 de novembro. A passarela deverá ser liberada para a população no dia seguinte, 6 de novembro.

