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EMPREENDEDORISMO LOCAL

Feira de Artesanato do Círio reúne empreendedores e valoriza a cultura amazônica

Evento promovido pelo Sebrae no Pará segue até quarta-feira (14), no Parque Urbano Porto Futuro, com 288 empreendedores, produtos regionais, gastronomia, música e espaço para crianças

Jamille Marques | Especial para O Liberal

12 de outubro de 2026 às 19:02

Feira do Artesanato do Círio

Feira do Artesanato do Círio ( Foto: Foto: Ivan Duarte | O Liberal )

A 14ª Feira de Artesanato do Círio, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará, reúne 288 empreendedores locais no Parque Urbano Porto Futuro, em Belém. Nesta segunda-feira (12), o espaço recebeu visitantes interessados em conhecer os produtos, comprar peças artesanais e apoiar os pequenos negócios. Com entrada gratuita, o evento segue até quarta-feira (14) e tem como objetivo valorizar a cultura amazônica e ampliar as oportunidades de venda para os trabalhadores da região.

Com o tema “Raízes do Futuro”, a feira reúne peças que misturam tradição, criatividade e sustentabilidade. Além dos estandes de artesanato, o público encontra opções de gastronomia, apresentações musicais e espaço para crianças.

Feira do Artesanato do Círio
Foto: Ivan Duarte | O Liberal
Foto: Ivan Duarte | O Liberal

Artesanato feito à mão

Entre os expositores está Liuly Alves, de 48 anos, empreendedora da Liuly Encadernação Artesanal. Há aproximadamente 16 anos, ela produz cadernos, diários e álbuns que ajudam as pessoas a guardar lembranças e registrar momentos importantes da vida.

Liuly Alves, Empreendedora, 48 anos. Trabalha há 16 anos no ramo do artesanato.
Liuly Alves, Empreendedora, 48 anos. Trabalha há 16 anos no ramo do artesanato. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

O trabalho é feito por ela mesma, desde o corte do papel até as costuras, os bordados e a montagem das capas. Para criar as peças, Liuly utiliza materiais como papelão, tecidos, juta, couro de búfalo e papel artesanal.

A empreendedora destaca que participar da feira é uma oportunidade de apresentar seus produtos a novos clientes e aumentar as vendas. “É um momento de alavancar, de abrir portas de mercado para outras pessoas. É um avanço muito grande de público e de venda”, afirma.

Esta é a terceira participação de Liuly na feira promovida pelo Sebrae. Para ela, eventos como esse ajudam os pequenos empreendedores a divulgar seus trabalhos e conquistar espaço no mercado.

Produção familiar valoriza a cultura regional

A cultura amazônica também está presente nas peças produzidas pela família de Lucineia Melo, de 50 anos, responsável pelo empreendimento Arte Folclore. O negócio tem 25 anos de atuação e reúne quatro pessoas na produção, incluindo o artesão Jeferson Cruz, marido de Lucineia.

Lucineia Melo, Empreendedora e Proprietária do Arte folclore. Trabalha há 25 anos no ramo.
Lucineia Melo, Empreendedora e Proprietária do Arte folclore. Trabalha há 25 anos no ramo. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

O grupo trabalha com arame, tecido e miriti, além de utilizar caroços de açaí na confecção de algumas peças. Os produtos são inspirados na cultura e nos elementos do cotidiano da região.

Para Lucineia, a participação na feira é uma oportunidade de mostrar o trabalho da família e valorizar a produção artesanal paraense. “É um evento maravilhoso. A gente espera o ano todo por esse evento”, conta.

Visitantes apoiam o empreendedorismo local

Moradora de Belém, a artista Luanna Cruz, de 33 anos, visitou a feira nesta segunda-feira para conhecer os trabalhos e apoiar os empreendedores locais. Ela destaca a importância de valorizar a produção artística da região e elogia a organização do evento.

Luanna Cruz, Artista, de 33 anos.
Luanna Cruz, Artista, de 33 anos. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

“Como artista, também sei da importância da valorização da nossa arte, a arte do Norte. Estou muito satisfeita com a organização e com a forma como alocaram os artesãos”, afirma.

Luanna também incentiva a participação do público e a compra dos produtos expostos. Para ela, esse apoio ajuda a movimentar o mercado das artes e dá mais visibilidade aos profissionais que vivem da própria produção.