A 14ª Feira de Artesanato do Círio, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará, reúne 288 empreendedores locais no Parque Urbano Porto Futuro, em Belém. Nesta segunda-feira (12), o espaço recebeu visitantes interessados em conhecer os produtos, comprar peças artesanais e apoiar os pequenos negócios. Com entrada gratuita, o evento segue até quarta-feira (14) e tem como objetivo valorizar a cultura amazônica e ampliar as oportunidades de venda para os trabalhadores da região.
Com o tema “Raízes do Futuro”, a feira reúne peças que misturam tradição, criatividade e sustentabilidade. Além dos estandes de artesanato, o público encontra opções de gastronomia, apresentações musicais e espaço para crianças.
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Artesanato feito à mão
Entre os expositores está Liuly Alves, de 48 anos, empreendedora da Liuly Encadernação Artesanal. Há aproximadamente 16 anos, ela produz cadernos, diários e álbuns que ajudam as pessoas a guardar lembranças e registrar momentos importantes da vida.

O trabalho é feito por ela mesma, desde o corte do papel até as costuras, os bordados e a montagem das capas. Para criar as peças, Liuly utiliza materiais como papelão, tecidos, juta, couro de búfalo e papel artesanal.
A empreendedora destaca que participar da feira é uma oportunidade de apresentar seus produtos a novos clientes e aumentar as vendas. “É um momento de alavancar, de abrir portas de mercado para outras pessoas. É um avanço muito grande de público e de venda”, afirma.
Esta é a terceira participação de Liuly na feira promovida pelo Sebrae. Para ela, eventos como esse ajudam os pequenos empreendedores a divulgar seus trabalhos e conquistar espaço no mercado.
Produção familiar valoriza a cultura regional
A cultura amazônica também está presente nas peças produzidas pela família de Lucineia Melo, de 50 anos, responsável pelo empreendimento Arte Folclore. O negócio tem 25 anos de atuação e reúne quatro pessoas na produção, incluindo o artesão Jeferson Cruz, marido de Lucineia.

O grupo trabalha com arame, tecido e miriti, além de utilizar caroços de açaí na confecção de algumas peças. Os produtos são inspirados na cultura e nos elementos do cotidiano da região.
Para Lucineia, a participação na feira é uma oportunidade de mostrar o trabalho da família e valorizar a produção artesanal paraense. “É um evento maravilhoso. A gente espera o ano todo por esse evento”, conta.
Visitantes apoiam o empreendedorismo local
Moradora de Belém, a artista Luanna Cruz, de 33 anos, visitou a feira nesta segunda-feira para conhecer os trabalhos e apoiar os empreendedores locais. Ela destaca a importância de valorizar a produção artística da região e elogia a organização do evento.

“Como artista, também sei da importância da valorização da nossa arte, a arte do Norte. Estou muito satisfeita com a organização e com a forma como alocaram os artesãos”, afirma.
Luanna também incentiva a participação do público e a compra dos produtos expostos. Para ela, esse apoio ajuda a movimentar o mercado das artes e dá mais visibilidade aos profissionais que vivem da própria produção.

