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ATERRO

Enquete de O LIBERAL aponta maioria a favor do fechamento do aterro sanitário de Marituba

Com 121 votos contabilizados, 82% torcem pelo encerramento das atividades no aterro

João Thiago Dias / Redação Integrada

19 de dezembro de 2018 às 20:34

A torcida pelo fechamento do aterro sanitário de Marituba é maioria entre os internautas que acompanham O LIBERAL nas redes sociais. Em uma enquete realizada de terça-feira (18) até esta quarta-feira (19) pela redação integrada no Facebook, 82% dos seguidores responderam "sim" para dizer que são a favor do encerramento das atividades de recebimento de resíduos sólidos no município. Apenas 18% optaram pela opção "não". Ao todo, foram contabilizados 121 votos. 

Dentre alguns comentários, críticas de frustração com a situação da destinação dos resíduos. "Só agora, depois de terem contaminado o lençol freático dessa região, pior é que a população continua bebendo água que vem de Marituba", criticou Augusto Ribeiro Ribeiro. "Não deveria nem ter aberto", opinou Ozeias Santos. "Pegunte pra esse Ministério Público que não serve pra nada", sugeriu Deileson Lobo. E "Pergunte pra população de Marituba o que eles acham", comentou Andre Davi Borges.

O Ministério Público do Estado do Pará já informou, desde a semana passada, que vai propor um termo de ajustamento de conduta (TAC) ou ação judicial para exigir a observação do cronograma de trabalho apresentado pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) para tratamento dos resíduos da Região Metropolitana de Belém (RMB). Uma cópia com a proposta do TAC será enviada para as prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba, com o objetivo de formar o consórcio sob a diretriz do Governo do Estado do Pará, para cumprir uma agenda técnica voltada à decisão sobre a tecnologia que será adotada em substituição ao atual aterro.

Já a população do município, reprentada nesse debate pelo Fórum Permanente Fora Lixão de Marituba, também concorda com o fechamento. "Nossa torcida é para que esse aterro seja fechado. E estamos querendo isso desde que ele foi implantado. Nunca consideramos que o local teria estrutura para receber resíduos. E o odor é a nossa maior reclamação. Comerciantes perderam clientes. Casas desvalorizaram", comentou Hélio Oliveira, integrante do Fórum. 

Na enquete de O LIBERAL também houve um questionamento sobre o aterro ser fechado mesmo recebendo o lixo de forma adequada. "Então o certo é fechar um aterro onde a destinação do lixo é feita de forma correta e manter o Aurá como destino? Tá 'serto'!", disse Daniel Guerreiro. E surgiu uma dúvida do seguidor Everaldo Lopes sobre a alternativa de incineração. "Já tem alguma usina de incineração para substituir?", perguntou. 

De acordo com o engenheiro sanitarista Neyson Martins, um dos responsáveis da Fadesp pela proposta de viabilidade social, econômica e ambiental dos resíduos da RMB, a incineração é apenas uma das alternativas do fluxograma sugerido. "É importante destacar que a aquisição de um insinerador é barata, mas tem alto custo para operação e monitoramentio dos gases. Tanto que já foi testado no Aurá, mas não seguiu pelo alto custo. Temos que ter apenas um percentual dos resíduos direcionados para o incinerador, que são aqueles perigosos, como materiais de unidades de saúde. Mas esses valores precisam ser estudados", exemplificou.