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PARÁ

Diligências ouvem testemunhas sobre o assassinato de líder rural de Placas

Polícia Civil diz que ainda não há definição de nomes de envolvidos no crime em Rurópolis

Cleide Magalhães

17 de dezembro de 2018 às 10:20

A equipe da Polícia Civil ainda está em Rurópolis, sudoeste do Pará, em diligência para apurar a autoria, circunstâncias e motivação do assassinato de Gilson Maria Tampone, 43 anos, presidente de três assentamentos de pequenos produtores rurais no município de Placas, região do Baixo Amazonas. Ele foi assassinado na manhã do último sábado (15) com pelo menos três tiros à queima-roupa, no bairro Alvorada, em Rurópolis.


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Ainda de acordo com a Polícia Civil, o trabalho é realizado pela equipe da Unidade Integrada Pró Paz ((UIPP) de Rurópolis, sob comando do delegado Ariosnaldo Vital Filho. “Pessoas já foram ouvidas como testemunhas e diligências são realizadas na região onde ocorreu o crime. Ainda não há definição de nomes de envolvidos no homicídio”, afirmou a Polícia Civil nesta manhã.

O crime ocorreu por volta das 8h. Segundo a ocorrência policial, dois homens chegaram em uma moto à casa da vítima e bateram no portão. Ao atender ao chamado, Gilson, também conhecido como "Mineiro", foi atingido pelos disparos, sem chance de defesa.

Ele chegou a ser encaminhado para um hospital da cidade, mas não resistiu.  "Mineiro" comandava os assentamentos Avelino Ribeiro, Castanheiro e Arthur Faleiro, localizados em Placas e, por conta de ameaças de morte sofridas pela atuação junto às 600 famílias cadastradas nos assentamentos, havia se mudado com a família há um ano para Rurópolis.