SEX · 06 NOV 2026Assine

SAÚDE

Criança com febre de madrugada: quando a teleconsulta pode ajudar?

Pediatra Helga Mendes explica como funciona o atendimento online, quais sintomas podem ser acompanhados a distância e os sinais de alerta que exigem ida imediata ao pronto-socorro

Dilson Pimentel

6 de novembro de 2026 às 08:00

A teleconsulta começa com uma conversa detalhada com o responsável e, preferencialmente, com a observação da criança por vídeo, explica a pediatra Helga Mendes Monteiro

A teleconsulta começa com uma conversa detalhada com o responsável e, preferencialmente, com a observação da criança por vídeo, explica a pediatra Helga Mendes Monteiro ( Foto: Foto: Imagem gerada por IA (Meramente ilustrativa) )

Três horas da manhã, a criança acorda com febre e os pais ficam em dúvida sobre o que fazer. É necessário correr para o pronto-socorro ou uma consulta online pode ajudar? Em situações como essa, a teleconsulta pediátrica pode ser uma alternativa para orientar a família e avaliar os próximos passos, desde que a criança não apresente sinais de alerta que exijam atendimento presencial imediato. O horário não muda a responsabilidade médica, nem elimina os cuidados necessários para garantir a segurança do paciente.

“A teleconsulta começa com uma conversa detalhada com o responsável e, preferencialmente, com a observação da criança por vídeo. Perguntamos a idade, o peso, quando os sintomas começaram, qual foi a temperatura e como ela foi medida”, explica a professora Helga Mendes Monteiro, pediatra com atuação em emergência pediátrica, do Instituto de Educação Médica (Idomed), em Belém.

“Também precisamos saber se a criança está mamando ou bebendo líquidos, urinando normalmente, respirando sem esforço e interagindo como de costume. Histórico de prematuridade, doenças prévias, vacinação e medicamentos administrados, com doses e horários, ajudam a orientar a avaliação”, acrescenta. Durante a consulta, a qualidade das imagens também é importante. Com boa iluminação e a criança visível, o médico consegue observar sua atividade, seu comportamento e possíveis sinais de esforço respiratório. Essas informações ajudam a definir a conduta, mas não permitem excluir todas as doenças à distância.

O atendimento também precisa seguir procedimentos específicos. A consulta deve ter identificação do médico, autorização do responsável, privacidade e registro em prontuário. Ao final, a família precisa saber quais cuidados adotar, quando reavaliar e em quais situações procurar atendimento presencial. A madrugada muda o horário, mas mantém a mesma responsabilidade médica.

VEJA MAIS:

Grupo Liberal lança LibMed, plataforma de telemedicina com atendimento 24 horas Novo benefício chega no ano em que o Grupo Liberal completa 80 anos e amplia serviços oferecidos aos leitores

Telemedicina facilita acesso a cuidados médicos e ganha espaço no Pará Especialistas destacam praticidade para consultas; plataforma do Grupo Liberal oferece atendimento médico 24 horas por dia, sete dias por semana

O que a teleconsulta consegue resolver?

Segundo a pediatra, alguns problemas de saúde mais leves podem ser inicialmente conduzidos por meio de uma consulta online, desde que a criança esteja em bom estado geral e não apresente sinais de alerta. “Alguns quadros leves podem ser conduzidos inicialmente à distância, desde que a criança esteja em bom estado geral e não apresente sinais de alerta. Sintomas de resfriado, por exemplo, podem permitir orientações sobre higiene nasal, alimentação e observação. Em episódios leves de vômitos ou diarreia, podemos orientar hidratação e acompanhar a aceitação dos líquidos e a urina”, explica Helga Mendes Monteiro.

Entretanto, a médica ressalta que a presença de determinado sintoma, isoladamente, não significa que o atendimento online será suficiente. Uma criança com tosse, por exemplo, pode precisar de ausculta pulmonar, enquanto outra com vômitos pode necessitar de avaliação abdominal. A decisão depende da idade, da evolução dos sintomas e das condições de avaliação. No caso da febre, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que o antitérmico deve ser utilizado para aliviar o desconforto da criança, com orientação adequada à idade e ao peso, e não apenas para normalizar a temperatura indicada pelo termômetro.

“Estar mais animada após a medicação é uma informação útil, mas não exclui doença grave. O objetivo da teleconsulta é definir um cuidado seguro, inclusive quando a melhor conduta é encaminhar ao presencial”, afirma a pediatra.

Sinais de alerta: quando ir diretamente ao pronto-socorro?

Apesar das possibilidades oferecidas pela telemedicina, existem situações em que os pais não devem aguardar uma consulta online. Alguns sintomas exigem avaliação presencial imediata, conforme alerta Helga Mendes Monteiro. “Alguns sinais exigem atendimento presencial imediato, sem aguardar uma consulta online: dificuldade para respirar, costelas afundando, pausas respiratórias ou lábios arroxeados; criança muito molinha, com pouca reação, difícil de acordar ou com perda de consciência; convulsão; incapacidade de mamar ou beber líquidos, vômitos de tudo o que ingere ou redução importante da urina; manchas arroxeadas, especialmente quando não desaparecem à pressão; dor abdominal intensa, rigidez de nuca ou piora importante do estado geral”, orienta.

A pediatra faz um alerta especial para os bebês com menos de três meses. Nessa faixa etária, qualquer episódio de febre exige avaliação presencial urgente, mesmo quando a criança aparentemente está bem. A recomendação é não esperar o antitérmico fazer efeito para decidir procurar ajuda. Crianças com imunossupressão ou doenças importantes também precisam de atenção especial. Outro cuidado importante é diferenciar uma criança que está dormindo, mas desperta e responde normalmente, daquela que apresenta sonolência anormal e dificuldade para acordar. “A percepção dos pais de que ‘meu filho está muito diferente’ merece ser valorizada. Em situações graves, como dificuldade respiratória intensa ou perda de consciência, deve-se acionar o Samu pelo 192”, observa a médica.

Limites da consulta pela internet

Embora permita uma primeira avaliação e a orientação dos responsáveis, a telemedicina tem limitações importantes no atendimento infantil. A câmera possibilita observar a criança, mas não substitui um exame físico completo. Na teleconsulta domiciliar habitual, o médico não consegue auscultar adequadamente o coração e os pulmões, examinar o ouvido com otoscópio ou palpar o abdome. Essas etapas podem ser indispensáveis para investigar uma possível otite, pneumonia ou causa de dor abdominal, explica Helga.

Segundo a pediatra, um dos principais riscos de tentar resolver todos os problemas de saúde pela internet é atrasar o diagnóstico e o tratamento por causa de uma falsa sensação de segurança. “Por isso, o médico deve explicar as limitações e indicar avaliação presencial sempre que houver dúvida relevante, sinais de gravidade ou necessidade de exame físico. Esse encaminhamento faz parte de um atendimento responsável”, afirma.

A família também deve procurar uma reavaliação se houver piora do quadro, aparecimento de novos sintomas ou dificuldade para seguir os cuidados propostos. Outro fator que pode comprometer a segurança do atendimento é a qualidade da conexão. “Uma conexão ruim ou imagens insuficientes podem impedir uma avaliação segura”, reforça a pediatra.

Para Helga Mendes Monteiro, a teleconsulta pode ser especialmente útil durante a madrugada, quando os responsáveis precisam de orientação sobre como agir diante dos primeiros sintomas apresentados pela criança. No entanto, é fundamental reconhecer quando a situação exige atendimento presencial. “Às três da manhã, a teleconsulta pode aproximar a família do pediatra e orientar o próximo passo. Mas, diante de sinais de alerta, a prioridade é chegar ao atendimento presencial”, conclui.

Como ter acesso ao LibMed

Em setembro deste ano, o Grupo Liberal inovou mais uma vez com o lançamento da LibMed, serviço de telemedicina que chega ao mercado para facilitar o acesso aos cuidados com a saúde e o bem-estar. O serviço conta com mais de 5 mil médicos cadastrados e diversas especialidades, como clínica geral, pediatria, psicologia, nutrição, neurologia, ortopedia, entre outras. A plataforma oferece planos individuais e familiares com mensalidades a partir de R$ 28,90.

A LibMed é a primeira de uma série de novas frentes de serviços que passam a integrar o portfólio da empresa neste ano festivo. A data marca um período de expansão da empresa, que vem apresentando novos produtos e iniciativas no mercado.

Um dos principais diferenciais do produto é o benefício para quem já faz parte do ecossistema O Liberal: membros Lib Club+ e assinantes de O Liberal já têm acesso à LibMed incluso no plano individual, sem custo adicional à assinatura. Para os assinantes, a ativação do benefício é feita via WhatsApp junto à central de atendimento. Caso o leitor opte por migrar para o plano familiar, o valor do plano individual é abatido, pagando-se apenas a diferença.

Já o público geral pode realizar o cadastro diretamente no site (libmed.oliberal.com), escolhendo entre as opções disponíveis com liberação de acesso por e-mail em poucos minutos. A proposta da LibMed é posicionar a prevenção e os cuidados com a saúde como elementos viáveis no cotidiano, atendendo especialmente a quem dispõe de pouco tempo para deslocamentos e consultas presenciais tradicionais.

Para saber mais, acesse libmed.oliberal.com

Como funciona a LibMed

O benefício de telemedicina do Grupo Liberal permite que membros Lib Club+, assinantes de O Liberal, tenham acesso a consultas médicas por videoconferência. Para utilizar o serviço, é necessário ativar o benefício e acessar a plataforma com os dados enviados por e-mail.

Passo a passo para usar a LibMed

1. Ative o benefício

O membro Lib Club+, assinante de O Liberal, deve entrar em contato com a Central de Atendimento do Assinante pelo WhatsApp (91) 98283-0588 e informar que deseja ativar a LibMed.

2. Receba os dados de acesso

Após a ativação, o assinante receberá por e-mail o login e a senha para acessar a plataforma.

3. Acesse a área do cliente

Com os dados recebidos, basta entrar na plataforma e acessar a área do cliente.

4. Inicie a consulta

Na área do cliente, selecione a opção “Iniciar consulta” para começar o atendimento.

5. Escolha a especialidade

O usuário deve escolher a especialidade médica desejada entre as opções disponíveis no plano contratado.

6. Entre na chamada de vídeo

Após selecionar a especialidade, o usuário será direcionado para uma chamada de vídeo com o profissional de saúde.

7. Faça a validação de identidade

Antes do início da consulta, a plataforma realiza uma validação de identidade, com o registro de uma foto para confirmação.

8. Autorize o atendimento

Em seguida, o sistema solicita a autorização para o atendimento, que é realizada pelo próprio usuário com um toque na tela.

9. Comece a consulta