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GREVE DOS RODOVIÁRIOS

"Com lockdown ou sem, não paramos e ninguém valorizou", diz sindicalista dos rodoviários

Além da pauta econômica, os trabalhadores têm uma pauta de saúde, reivindicando vacinas e mais segurança em relação à covid-19.

Caio Oliveira

27 de maio de 2021 às 06:36

Na porta da garagem da Forte, sindicalistas se reúnem com a categoria e a Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança por conta a mobilização

Na porta da garagem da Forte, sindicalistas se reúnem com a categoria e a Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança por conta a mobilização ( Foto: Thiago Gomes / O Liberal )

Nas portas das garagens das empresas de transportes, dirigentes dos sindicatos de rodoviários de Belém (Sintrebel) e de Ananindeua e Marituba (Sintram) mobilizam trabalhadores e garantem que nenhum ônibus saia.

Na porta da garagem da Belém Rio, um ônibus foi estacionado para evitar que outros veículos saíssem da garagem
Na porta da garagem da Belém Rio, um ônibus foi estacionado para evitar que outros veículos saíssem da garagem (Thiago Gomes / O Liberal)

"Hoje, nossa categoria resolveu parar porque nosso salário está muito defasado. A patronal não quer dar nada de aumento para nós. Ano passado não houve greve e reconhecemos que não tinha por causa da pandemia e não houve nem reposição da inflação. Foi oferecido até parcelamento e não aceitaram nada", disse Ronison Carneiro, dirigente do Sintram.

Mesmo perto de uma das maiores garagens da Grande Belém, a Barata, usuários estavam sem ônibus e só viam o transporte alternativo e o transporte municipal interno de Ananindeua
Mesmo perto de uma das maiores garagens da Grande Belém, a Barata, usuários estavam sem ônibus e só viam o transporte alternativo e o transporte municipal interno de Ananindeua (Thiago Gomes / O Liberal)

Com a categoria, os sindicalistas reforçam que o movimento não é apenas econômico, mas também de saúde. Genivaldo Fonseca, também dirigente do Sintram, estava na porta da Barata Transportes, que fica na rodovia BR-316, bem perto das paradas de ônibus das passarelas de acesso a Águas Lindas. Mesmo assim, as paradas cheias por falta de veículos nas ruas.

Na porta da Barata Transportes, rodoviários se mobilizam e evitam que "furadores de greves" e rodoviários ameaçados saiam com ônibus das garagens
Na porta da Barata Transportes, rodoviários se mobilizam e evitam que "furadores de greves" e rodoviários ameaçados saiam com ônibus das garagens (Thiago Gomes / O Liberal)

"A gente fica preocupado e triste. Estamos na linha de frente da pandemia desde que iniciou. Com lockdown ou sem, não paramos e ninguém valorizou a gente. Agora que a Prefeitura de Ananindeua vai liberar a vacina. Mas só. E o Estado? Por que não se manifestou? E as empresas? Fora nossos gastos. Carne aumentou, gás de cozinha aumentou, combustível, e aí?", critica Genivaldo.

Na estimativa de Genivaldo, pelo menos oito rodoviários morreram por covid-19. Ao menos do que se tem registros mais formais.

A cobertura sobre a greve dos rodoviários está em andamento em todos os veículos do Grupo Liberal. Acompanhe!