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Caminhando para o Círio: Círio Fluvial 2026 terá cerca de 400 militares da Marinha na segurança

Operação contará com quase 50 embarcações e manterá estratégia de separação entre barcos de grande e pequeno porte

Jéssica Nascimento e Dilson Pimentel
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Aproximadamente 400 militares da Marinha do Brasil deverão atuar na operação de segurança do Círio Fluvial 2026, em Belém. O efetivo integra um esquema que contará ainda com navios, lanchas e motos aquáticas. Considerando também as embarcações de outras instituições que darão apoio à operação, o número chega a quase 50 embarcações empregadas na segurança da Romaria Fluvial.

As informações são do Capitão de Corveta Hebert Bruno da Cunha França, chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental. Na segunda reportagem especial da série “Caminhando para o Círio”, ele detalhou a participação da Marinha na tradicional Romaria Fluvial de Nossa Senhora de Nazaré deste ano.

Segundo o Capitão de Corveta Hebert Bruno, as inscrições para a participação na Romaria Fluvial normalmente começam em setembro. Para este ano, a Capitania dos Portos ainda terá uma reunião com a Diretoria da Festa de Nazaré para definir algumas datas do calendário da programação. “Normalmente nós iniciamos as inscrições no período de setembro, no mês de setembro. E nós vamos ter agora uma reunião com a Diretoria da Festa de Nazaré, para efetivamente fechar algumas datas do calendário da Romaria Fluvial. Mas as inscrições começam em setembro”, disse.

Segundo ele, não haverá mudanças no procedimento de inscrição em relação ao ano passado. Os interessados poderão fazer o procedimento presencialmente na Capitania dos Portos ou por meio de e-mail. “As inscrições serão nos mesmos moldes do ano passado. Poderão ser realizadas fisicamente na Capitania dos Portos ou por meio de e-mail”, afirmou. A Capitania dos Portos divulgará as informações sobre o período e os procedimentos de inscrição em momento oportuno. O capitão reforçou, porém, que somente embarcações devidamente inscritas na Capitania dos Portos e autorizadas especificamente para participar da Romaria Fluvial poderão estar presentes no evento.

“Nós vamos divulgar isso em momento oportuno para os interessados que tenham, enfim, algum interesse em participar da Festa de Nazaré, da Romaria Fluvial em particular, porque a gente sempre ressalta que somente embarcações inscritas na Capitania dos Portos efetivamente para participarem da Romaria Fluvial é que são autorizadas a, no dia do evento, estarem presentes”, explicou.

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Alerta

Ele fez um alerta aos proprietários e responsáveis por embarcações que pretendem acompanhar a procissão. Segundo o Capitão de Corveta Hebert Bruno da Cunha França, as embarcações inscritas recebem uma bandeira que representa a autorização para participação na Romaria. “Se não forem inscritas, se não receberem a bandeira que dá autorização efetiva para participarem, é bom não aparecerem no dia lá no local do evento, porque, se apareceremm, serão apreendidas, serão multadas -, enfim, o que a gente não quer”, afirmou.

O objetivo, segundo ele, é garantir que a Romaria Fluvial ocorra com segurança e, para isso, é fundamental que os participantes cumpram as regras estabelecidas pela Capitania dos Portos. “A gente quer que a Romaria Fluvial transcorra de forma segura, mas para isso é importante que quem queira participar obedeça as regras da Romaria Fluvial”, destacou.

Questionado sobre as principais novidades previstas para o Círio Fluvial de 2026, o Capitão de Corveta Hebert Bruno afirmou que a Marinha pretende manter o planejamento adotado nos últimos anos. Segundo ele, o procedimento vem sendo realizado nos mesmos moldes e os últimos eventos não registraram incidentes que indiquem a necessidade de grandes mudanças na operação.

“A gente já vem realizando nos mesmos moldes planejamento procedimental da Romaria Fluvial. E não temos percebido nenhum tipo de incidente durante os últimos eventos. Então, o que a gente vai fazer é manter o que vem dando certo”, explicou. Mas o capitão ressaltou que ajustes pontuais podem ser realizados, mas não estão previstas alterações substanciais na operação. “Lógico que, pontualmente, ali sempre tem algo a melhorar, mas eu acho que no bojo da operação, né, não há grandes alterações substanciais no planejamento e na execução da Romaria Fluvial”, afirmou.

image O Capitão de Corveta Hebert Bruno da Cunha França, chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, em entrevista à repórter Jéssica Nascimento (Foto: Igor Mota | O Liberal)

Embarcações serão separadas pelo tamanho

Também não haverá mudança significativa na forma de acompanhamento da procissão pelos participantes inscritos. A principal estratégia operacional continuará sendo a separação das embarcações de grande e pequeno porte. “Basicamente o que a gente faz durante a Romaria Fluvial é separar as embarcações de grande porte das embarcações de pequeno porte”, explicou.

As embarcações de grande porte, classificadas pela Marinha como aquelas com arqueação bruta superior a 100, ficarão do lado direito do Navio Garnier Sampaio, no chamado bordo de boreste. “As embarcações de grande porte, aí eu tô me referindo às embarcações com uma arqueação bruta maior do que 100, vão ficar sempre do lado direito do Navio Garnier Sampaio, que é o lado bordo de boreste”, acrescentou. O Navio Hidroceanográfico Garnier Sampaio, da Marinha do Brasil, conduz a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré pelas águas da Baía do Guajará.

As demais embarcações ficarão do lado esquerdo do Navio Garnier Sampaio, no bordo de bombordo. “E as demais embarcações do lado esquerdo do Navio Garnier Sampaio, que é o bordo de bombordo, para que a gente possa, dessa forma, fazer uma gestão operacional melhor da Romaria”, explicou.

'Cinturão' de segurança será montado

Para garantir a segurança da procissão, a Marinha montará um 'cinturão' de segurança ao redor do Navio Hidroceanográfico Garnier Sampaio, que transportará a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. “A gente sempre faz um cinturão de segurança onde o Navio Garnier Sampaio. Ele é escoltado por navios da Marinha do Brasil, por lanchas também, onde a gente evita que embarcações se aproximem de forma demasiada ao Navio Garnier Sampaio ou que cruzem a proa dele”, explicou.

O capitão chamou atenção especial para as motos aquáticas, devido ao número elevado desse tipo de embarcação durante a Romaria Fluvial. “Tem muitas embarcações do tipo moto aquática que necessitam ali de uma observação mais apurada, porque são muitas embarcações”, afirmou. Ainda segundo ele, a movimentação das embarcações provoca alterações nas condições da água, com a formação de marolas, o que pode afetar principalmente as embarcações menores.

“No rio criam-se, criam-se marolas. Então, essas embarcações sofrem um pouquinho mais durante a Romaria Fluvial. Enfim, então, é feito esse cinturão, a gente tem uma cautela maior para as pequenas embarcações”, explicou.

Comandantes recebem orientações antes da procissão

A Marinha também realiza uma preparação prévia com os comandantes das grandes embarcações que participarão da Romaria Fluvial. Segundo o Capitão de Corveta Hebert Bruno, todos eles participam de uma reunião na Capitania dos Portos antes do evento. “Tem um cuidado também. A gente sempre pede, passa essas orientações porque a gente chama todos os comandantes das grandes embarcações. Eles passam por uma reunião prévia na Capitania dos Portos antes da Romaria”, afirmou.

Entre as orientações está o cuidado com a movimentação dos passageiros dentro das embarcações. Durante a procissão, segundo o capitão, é comum que os passageiros se concentrem em um dos lados da embarcação para conseguir visualizar melhor a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. “Existe um momento da Romaria onde os passageiros, às vezes, se aglomeram num bordo da embarcação para visualizarem melhor a imagem de Nossa Senhora”, observou.

Essa concentração de pessoas em apenas um dos lados pode interferir na estabilidade da embarcação. Por isso, a Marinha orienta que os comandantes tenham atenção redobrada e que o controle seja realizado pelas próprias tripulações. “E isso a gente sempre pede que o comandante tenha uma certa cautela, porque isso pode causar ali qualquer tipo de dificuldade na estabilidade da embarcação, e esse controle deve ser feito pela tripulação desses navios”, explicou.

Cerca de 400 militares estarão na operação

Para a operação de segurança do Círio Fluvial 2026, a Marinha deverá empregar cerca de 400 militares. “É um número substancial, considerando o tamanho da festa”, afirmou o Capitão de Corveta Hebert Bruno. O efetivo não inclui os militares de outras forças de segurança e instituições que também prestarão apoio à operação. “Isso sem contar com o apoio externo das demais forças que colaboram conosco. Então, é um número importante de militares envolvidos”, afirmou.

Além do efetivo, a operação contará com um número expressivo de meios navais, incluindo navios, lanchas e motos aquáticas. “Um número expressivo também de navios, lanchas, motos aquáticas. A gente contando também com embarcações extra Marinha do Brasil, a gente chega até ali quase 50 embarcações, navios empregados na segurança da Romaria Fluvial”, acrescentou.

 

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Belém
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