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SAÚDE

Cemitério Santa Izabel recebe ação de prevenção ao mosquito da dengue

Iniciativa antecede o Dia de Finados (2/11), quando aumenta a circulação de visitantes nos cemitérios

Jéssica Nascimento e Ayla Ferreira

28 de outubro de 2026 às 16:28

A ação integra a Operação Cemitério Seguro 2026 e é realizada pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

A ação integra a Operação Cemitério Seguro 2026 e é realizada pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). ( Foto: Foto: Ivan Duarte | O Liberal )

Na manhã desta quarta-feira (28), o cemitério Santa Izabel, localizado no bairro do Guamá, em Belém, recebeu uma ação de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, para eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa antecede o Dia de Finados (2/11), quando aumenta a circulação de visitantes nos cemitérios. O cemitério São Jorge, na Marambaia, também recebeu ações da operação.

A ação integra a Operação Cemitério Seguro 2026 e é realizada pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). “As ações de fiscalização e prevenção já são realizadas nos cemitérios de Belém, pelas equipes dos pontos estratégicos que tem em cada distrito que possui um cemitério. Ou seja, há essa visitação de 15 em 15 dias”, explica Lucas Cutrim, agente de combate a endemias da Sesma.

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Segundo o agente, devido ao feriado de Finados (2/11), as ações foram intensificadas pois demandam mais tempo para a conclusão, devido a grande extensão do cemitério. “A gente concluiu somente no dia de hoje a atividade que levaria mais tempo para ser concluída, visando garantir uma saúde para a população que irá visitar os seus entes queridos”, diz.

De acordo com Shirley Santos, chefe da Divisão de Controle de Endemias da Sesma, um dos principais riscos da proliferação do mosquito nos cemitérios está em recipientes que acumulam água parada. “Nós temos os vasos de flores, as floreiras. Algumas fissuras em em sepulturas também que podem vir a armazenar água”, pontua.

Shirley Santos, chefe da Divisão de Controle de Endemias da Sesma.
Shirley Santos, chefe da Divisão de Controle de Endemias da Sesma. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Para visitantes e vendedores, Shirley aconselha a adoção de alguns cuidados, como orientar quanto ao descarte dos materiais, no caso dos vendedores. “Muitas vezes, na compra de flores, elas vêm em uma embalagem, que deve ser descartada no local correto, não deve ser jogada ao lado da da sepultura. Podemos observar que, em vários pontos, tem as lixeiras onde você consegue fazer o descarte correto”, destaca.

Cuidados em casa

A população também pode adotar novos passos na rotina em casa para evitar a reprodução do mosquito. Um deles é eliminar os criadouros, que são objetos, locais ou recipientes que acumulam água. “Evitar esse acúmulo de água. Por exemplo, temos uma série de casos que nós encontramos em calhas, que são entupidas devido à sujeira, folhas de árvores,que acabam fazendo aquele acúmulo de água, se tornando um criadouro do mosquito”, afirma Lucas Cutrim.

Lucas Cutrim, agente de combate a endemias da Sesma.
Lucas Cutrim, agente de combate a endemias da Sesma. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Além disso, baldes, vasilhas plásticas e o próprio lixo doméstico também demandam cuidados especiais. Lucas alerta também para lonas, que são recipientes que podem se transformar em criadouros.
 
*Ayla Ferreira, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Hamilton Braga, coordenador do Núcleo de Política e Economia