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BELÉM

Brinquedoteca e aquário do Bosque devem ser reformados até julho deste ano

Espaço de preservação ambiental, “Rodrigues Alves” completará 138 anos de existência em 2021

Dilson Pimentel

25 de fevereiro de 2021 às 14:41

Espaço reabre comemorando o aniversário

Espaço reabre comemorando o aniversário ( Foto: Cáudio Pinheiro / O Liberal )

Até julho deste ano, a intenção da Prefeitura de Belém é reformar, prioritariamente, a brinquedoteca e o aquário do Bosque Rodrigues Alves, que são os pontos de visitação mais procurados pela população. É o que afirma o diretor do Bosque Rodrigues Alves,  Alexandre Mesquita.  Um dos espaços de preservação ambiental administrados pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o Bosque completará 138 anos de existência neste 2021.

“Queremos fazer do Bosque um ponto de referência no ecoturismo. Precisamos fazer a reconstrução de alguns prédios pra receber a população. Para fazer essa readequação e contratação de uma nova empresa, estamos esperando apenas uma definição do setor jurídico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). A intenção é reformar prioritariamente, até o mês de julho, a nossa brinquedoteca e o aquário, que são os pontos de visitação mais procurados pela população”, disse.

Em entrevista à Redação Integrada, a chefe de Divisão do Bosque Rodrigues Alves, da Semma, da Prefeitura de Belém, Naiara Torres disse que são necessários R$ 3 milhões para fazer a reforma da maioria dos prédios e instalações e recintos do bosque, inclusive o Chalé de Ferro, “um lugar tombado e que precisa de um carinho especial, pois tem regimento do  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). aqui. Tem que ter toda uma cautela para fazer essa reforma”.

Há dois anos, foi iniciado um processo de revitalização do bosque. “Uma empresa ganhou a licitação e começou a fazer essas construções aqui dentro. Foi reformado o auditório da fauna, estava iniciando o aquário, iam fazer também o chalé. Mas não fizeram. O que fizeram, basicamente, foi a reforma da antiga administração, que será o setor agora de flora, responsável pela pesquisa e manutenção do paisagismo, das podas e dos canteiros do jardim zoobotânico”, disse.

Ela contou que a prefeitura está buscando recursos para reformar o Chalé de Ferro, o Aquário, o recinto do Peixe Boi, “que não temos aqui há um tempo, pois a peixe boi tinha 60 anos e faleceu. O que mais será reformado: o prédio de manutenção do setor de fauna, os recintos de vários animais (entre os quais papagaio e quati). Estamos também querendo fazer um serpentário para conseguir mais visitantes e transformar esse jardim zoobotânico em uma área de referência de ecoturismo e também de educação ambiental”, explicou.

Revitalização mais completa e mais densa do Bosque ocorreu há mais de 20 anos

Naiara Torres disse que a última vez que o Bosque passou por uma “revitalização mais completa e mais densa tem mais de 20 anos. O Bosque precisa desse processo de revitalização, principalmente no Chalé de Ferro. As prioridades que estamos colocando de antemão são o recinto do peixe boi, o Aquário, o Chalé de Ferro, os setores de fauna, flora e, também, a revitalização do Lago da Iara. É preciso conter o processo de assoreamento que está acontecendo ali e fazer limpezas mensais para que não acumule muito material orgânico, como folhas e galhos e pedaços de madeira e não inundar o lago da Iara”, explicou Naiara Torres.

Aberto a visitações de quarta a domingo, no horário de 9 às 13 horas, o Bosque recebe em média 300 pessoas por dia. Em datas comemorativas, como aniversário de Belém, do Bosque, Dia da Árvore e outras, o local oferece passeios internos com educação ambiental.

“As pessoas costumam dizer que o Bosque é uma floresta dentro da cidade. Mas isso é um olhar micro. Quem sobrevoa Belém, percebe que isso aqui é uma cidade dentro da floresta. Aqui contamos a história natural de Belém. Antes de qualquer ser humano pisar aqui, tudo isso existia. Como o habitante da cidade está acostumado a viver entre prédios, aqui é um oásis de natureza, que só traz impactos positivos”, disse o biólogo do Bosque, Távison Rômulo. 

Com obras como o monumento aos Intendentes Municipais, a estátua aos lendários guardiões da floresta Mapinguari e Curupira, o quiosque chinês, o chalé de ferro, a Gruta de Pedra-Sabão e o portão monumental da entrada principal, o Bosque Rodrigues Alves foi concluído durante o governo Antônio Lemos e virou um dos símbolos de requinte da então capital da borracha.

O local atrai o encanto de visitantes desde a entrada, com simpáticos anfitriões. Os macaquinhos que habitam o Bosque costumam circular saltitantes entre as grades externas, proporcionando gargalhadas dos transeuntes. São 523 animais, entre répteis, aves, mamíferos e peixes, e 8 mil espécimes arbóreas compondo um exuberante cenário. Com uma área de 15 hectares, o Bosque teve a inspiração do “Bois de Bologne”, uma área verde localizada em Paris/França

(Com informações da Agência Belém e da Redação Integrada).

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