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CULTURA

Belém tem a primeira Bienal das Artes; confira programação

28 espaços da capital paraense, entre eles, oito distritos do município, além da ilha do Combu, que irão receber programações culturais, rodas de conversas, exposições, oficinas e shows de Gal Costa, Zeca Baleiro e Teresa Cristina

Emanuele Corrêa

17 de setembro de 2022 às 17:00

Serão 28 espaços da capital paraense, entre eles, oito distritos do município, além da ilha do Combu, que irão receber programações culturais, rodas de conversas, exposições, oficinas e shows: Igreja de Santo Alexandre, Aldeia Cabana, auditório do IGPREV, Memorial dos Povos, Vila Bolonha, anfiteatro da praça da República, Ver-O-Rio, Teatro Waldemar Henrique, praça Waldemar Henrique, mercado de São Braz, Mangueirão, praça Benedito Monteiro, biblioteca Avertano Rocha (Icoaraci), Escola Bosque, ilha de Mosqueiro, entre outros.

Serão 28 espaços da capital paraense, entre eles, oito distritos do município, além da ilha do Combu, que irão receber programações culturais, rodas de conversas, exposições, oficinas e shows: Igreja de Santo Alexandre, Aldeia Cabana, auditório do IGPREV, Memorial dos Povos, Vila Bolonha, anfiteatro da praça da República, Ver-O-Rio, Teatro Waldemar Henrique, praça Waldemar Henrique, mercado de São Braz, Mangueirão, praça Benedito Monteiro, biblioteca Avertano Rocha (Icoaraci), Escola Bosque, ilha de Mosqueiro, entre outros. ( Foto: Reprodução / Marcos Barbosa )

A primeira Bienal das Artes de Belém inicia nesta terça-feira, 20, e segue até o próximo dia 25 de setembro. Com o tema: "Afirmação de direitos", a abertura ocorre às 15h, na Igreja de Santo Alexandre, com a presença do prefeito Edmilson Rodrigues, da artista Márcia Kambeba e do ex-ministro Juca Ferreira, que fará a conferência de abertura sobre o tema do evento. 

Serão 28 espaços da capital paraense, entre eles, oito distritos do município, além da ilha do Combu, que irão receber programações culturais, rodas de conversas, exposições, oficinas e shows: Igreja de Santo Alexandre, Aldeia Cabana, auditório do IGPREV, Memorial dos Povos, Vila Bolonha, anfiteatro da praça da República, Ver-o-Rio, Teatro Waldemar Henrique, praça Waldemar Henrique, mercado de São Brás, Mangueirão, praça Benedito Monteiro, biblioteca Avertano Rocha (Icoaraci), Escola Bosque e ilha de Mosqueiro, entre outros.

Entre os artistas confirmados para os shows estão Gal Costa, Zeca Baleiro e Teresa Cristina. A aparelhagem Crocodilo e o músico paraense Felipe Cordeiro, além de grupos regionais. No contexto da Bienal de Artes também acontece o "IV Festival de Música Brasileira", que homenageia o músico Paulo André Barata. A primeira etapa do festival começou dia 15 e segue até a quinta-feira, 23 de setembro.

A professora de artes visuais Janice Lima, coordena a Comissão Curadora da I Bienal de Artes de Belém. Ela afirma que a programação está focada no direito à cultura e na democratização do acesso e que a programação foi pensada para os vários espaços da capital paraense. Ela acredita que o evento alcançará 2 milhões de pessoas. "A Bienal firma-se na concepção de 'Afirmação de Direitos' norteada pelo direito à cultura, diversidade, acessibilidade, democracia. Saraus, festival de música, mostra de teatro, cortejos, mostra de audiovisual, rodas de conversa sobre economia criativa de base alimentar, oficinas para agentes culturais, seminário, apresentações musicais, exposições, mostra LGBTQIA+, mostra de Hip Hop, Arte e Cultura Índigena, Afoxés, mostras de dança, e demais manifestações da cultura", declarou.

Primeira Bienal das Artes fala da Amazônia 

A primeira Bienal acontece em um momento importante nos segmentos culturais, sugere Janice, pois muitas demandas foram reprimidas pelo cenário epidemiológico, no contexto da pandemia de Covid-19. "Nesse sentido a bienal é uma convocação para recuperarmos os ensinamentos ancestrais, cantar, dançar e viver a experiência ética, poética e estética de reinvenção da liberdade", arguiu.

As oficinas para agentes culturais aconteceram nos dias 3 e 4 de setembro em quatro lugares diferentes da capital e também nos dias 17 e 18 nos bairros do Guamá, Benguí e no Centro de Formação Paulo Freire.

A fotógrafa, maquiadora e produtora Walda Marques também foi convidada a expor na Bienal das Artes. Emocionada, disse que o convite se faz necessário e aceitou com muito orgulho, pois são tempos difíceis para a cultura. "Vou participar com duas fotografias uma em preto e branco e a outra que mostram o imaginário lúdico do meu trabalho aqui na Amazônia. Emocionada com o convite nesses tempos tão difíceis para a cultura", pontuou.

"As bienais proporcionam uma grande oportunidade do público conhecer a cena artística da arte, ver a produção local de um país ou região. Na educação, a arte é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, favorecendo o aprendizado através do lúdico-pedagógico, que visa despertar o criativo na formação de cada um de nós", concluiu o pensamento.

A expectativa para a abertura oficial é grande, diz Marcia Kambeba, indígena do povo Omágua/Kambeba. Além de escritora, poeta e compositora é ativista indígena e ambiental. "Minha participação na Bienal das Artes será em vários momentos. Na abertura farei canto e poesia na igreja Santo Alexandre. Nos dias 21, 22 e 23 teremos momentos na Bienal para os indígenas. Uma vasta programação com a participação dos indígenas que estão na UFPA e outros que residem em Belém. Todos os indígenas estão convidados", antecipou.

"Teremos roda de conversa, momento de ritual, venda de artesanatos, apresentação de vídeos feitos pelos próprios indígenas e a exposição do filme 'Diário da Floresta', um filme feito baseado na vivência dos Suruí Paiter. O local desse evento com os indígenas dentro da Bienal será no Memorial dos Povos Indígenas e no Ver-o-Rio", reforçou.

Márcia celebra a mesa sobre Arte e cultura na Amazônia: processos coloniais em curso, no dia 22. Junto estará o escritor Paes Loureiro. Para ela, ter uma Bienal dedicada aos povos indígenas e com discussões sobre a Amazônia, é fundamental. "A importância da representatividade indígena é enorme. Belém é uma cidade que antes se chamava 'Mairí Tupinambá' e tem uma identidade indígena também que fortalece a miscigenação presente no DNA dos paraenses. Nós indígenas precisamos de apoio para manutenção de nossa cultura e espaços para mostrar o que temos de herança ancestral deixado como legado por nossos antepassados. Toda forma de arte é sagrada. Então vamos juntos adentrar esse território sagrado da arte na Bienal", finalizou.

Serviço:

Bienal das Artes de Belém
Data: 20 a 25 de Setembro
Programação: confira a programação completa aqui