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POLÍCIA

Aula pública gratuita aborda história dos bairros da Cremação e Guamá neste domingo (6), em Belém

A concentração está marcada para as 8h, na Praça Dalcídio Jurandir, e o roteiro terminará na Praça Benedito Monteiro

Saul Anjos

3 de setembro de 2026 às 16:31

Modificado em 3 de setembro de 2026 às 16:43

( Foto: Igor Mota / O Liberal )

Os bairros Cremação e Guamá terão uma aula pública gratuita neste domingo (6/9), em Belém. O projeto, chamado “História da Nossa Gente”, busca valorizar, preservar e ensinar a história dos bairros da capital paraense, levando conhecimento histórico para além do centro da cidade e destacando as memórias, culturas, personagens e patrimônios de cada comunidade. A concentração está marcada para as 8h, na Praça Dalcídio Jurandir, e o roteiro terminará na Praça Benedito Monteiro. Ao longo do trajeto, os participantes poderão conhecer aspectos da história e do patrimônio dos dois bairros.

O professor Márcio Neco, um dos idealizadores do projeto, que conta com o apoio da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), explica o motivo por trás do nome da ação: resultar em uma identificação de cada bairro em que for o percurso e para que as pessoas possam perceber a história que tem naquele local. “A maioria das aulas públicas sobre história e patrimônio acontecem no eixo centro da cidade, como Cidade Velha, Campina, Reduto. Nós pensamos em descentralizar isso, pois esses bairros (Cremação e Guamá) também compõem a história de Belém”, destaca.

Segundo ele, as pessoas que foram a essa aula pública poderão se deparar durante o trajeto com ruas que prestam homenagens a personalidades, fatos históricos e edificações, inclusive a Paróquia São Miguel e o Cemitério Santa Izabel.

A imagem em destaque mostra os professores Márcio Neco (à esquerda) e Henrique Coelho (à direita), idealizadores do projeto.
A imagem em destaque mostra os professores Márcio Neco (à esquerda) e Henrique Coelho (à direita), idealizadores do projeto. ()

Márcio conta que um dos aspectos pouco conhecidos desses dois bairros é a contextualização da composição deles. “Nós temos a Cremação, que era nada mais do que um espaço destinado ao lixo de Belém. Mas que vai, ao redor, formando uma população que vai dando forma de bairro ao local, com ruas e mercados. O próprio Guamá era um local de exclusão, onde foi um hospital no passado”, diz o docente.

Por isso, ele ressalta a importância de conhecer a história dos bairros periféricos ou mais afastados do centro histórico, que integram grande parte da questão demográfica da capital. “Essas pessoas precisam se ver na história da cidade, que vão acabar se vendo na história em que vivem, não só uma identidade do bairro, mas também um sentido de pertencimento a Belém. Com isso, podemos perceber as consequências que o centro gerou para que tenha criado outros bairros”, afirma.

O professor informa que águas serão disponibilizadas aos participantes. Além de Márcio, outros historiadores convidados participarão do evento. “Terá sorteio de livros e brindes, porque o nosso objetivo é interagir com a população, sobretudo a local, que, geralmente, guarda ainda mais informações do que o pesquisador. Será um momento de muito conhecimento e curiosidade”, acrescenta.

Ele adianta que pretende chegar posteriormente a outras regiões da Região Metropolitana, incluindo Marambaia, Marco, Curió-Utinga e, até mesmo, a Cidade Nova, que completa 50 anos em 2027 e possui uma ampla ligação com a história de Belém.

Serviço

  • Aula pública na Cremação e no Guamá
  • Data: domingo (6/9).
  • Hora: 8h.
  • Ponto de concentração: Praça Dalcídio Jurandir.