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BELÉM

Atendimento flui normalmente nas unidades de saúde de Belém após fim do lockdown

Nas UPAs e nos PSMs, movimento foi tranquilo na manhã desta segunda-feira, mas volume cresceu na Policlínica Metropolitana

Dilson Pimentel e Thiago Gomes

25 de maio de 2020 às 15:00

Na Policlínica Metropolitana, no Marco, procura registrou de novo filas durante esta manhã

Na Policlínica Metropolitana, no Marco, procura registrou de novo filas durante esta manhã ( Foto: Thiago Gomes / O Liberal )

No primeiro dia útil após o fim do lockdown em Belém, o movimento foi tranquilo e fluiu normalmente, na manhã desta segunda-feira (25), nas unidades de saúde do município e do Estado que atendem pacientes com o novo coronavírus.

Na UPA do Jurunas, as pessoas que chegavam entravam na unidade para receber atendimento. Na UPA da Terra Firme, o movimento também era tranquilo. Não havia ninguém à porta da unidade. Tanto que, à primeira vista, a impressão é que o prédio estava fechado. Mas essa sensação foi logo desfeita. Uma profissional de saúde explicou à reportagem que o atendimento estava normal e que o fluxo de pacientes, nesta manhã, era tranquilo.

Upa do Jurunas teve procura moderada
Upa do Jurunas teve procura moderada (Thiago Gomes / O Liberal)

No Hospital do Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei Pereira (PSM do Guamá), o atendimento também estava normal. Havia um fluxo grande de ambulâncias chegando ao hospital. A redação integrada de O Liberal registrou a chegada de dois pacientes em uma maca e os profissionais de saúde colocaram essas pessoas para dentro do hospital, para receber atendimento. As duas UPAs e o PSM do Guamá são da rede municipal de saúde.

PSM do Guamá: prefeitura diz que espaço volta a atender tanto casos leves quanto graves.
Manhã foi tranquila no PSM do Guamá (Tiago Gomes / O Liberal)

Fluxo foi grande na Policlínica 


Agostinho Fernandes dos Santos, 54 anos, procurou atendimento na Policlínica Metropolitana, do governo do Estado e localizada no bairro do Marco. "Ele [o profissional de saúde] orientou que meu caso não é aqui. É lá no [hospital] Abelardo Santos [em Icoaraci]", contou.

Seu Agostinho passou pela triagem, feita por um profissional de saúde. Esse profissional colocou o oxímetro no dedo do paciente (esse aparelho faz a leitura da porcentagem de transporte de oxigênio pelo sangue). Agostinho não pôde receber atendimento na Policlínica porque essa unidade não é para serviço de urgência e emergência, pois atende somente casos de baixa e média complexidade. Por isso, ele foi encaminhado para o Abelardo Santos, que é referência no atendimento de pacientes com covid-19, estando de portas abertas, 24 horas por dia, à população.

Seu Agostinho: ao Abelardo Santos após procurar Policlínica
Seu Agostinho: ao Abelardo Santos após procurar Policlínica (Thiago Gomes / O Liberal)

Filas ao fim da manhã


Por volta das 11h, ainda havia uma certa fila, em torno de 10 pessoas procurando atendimento na Policlínica. O fluxo era grande. E, lá dentro, o movimento era intenso. Mas o atendimento ocorria normalmente.

Um profissional da saúde, que preferiu não se identificar, disse à reportagem que o movimento mais intenso na Policlínica podia ser, sim, resultado do fim do lockdown em Belém. Mas observou que, toda segunda-feira, a procura geralmente é maior por atendimento.

E há, também, informou ele, há pacientes que estão comparecendo à Policlínica para o retorno da consulta anterior.

No Marco, houve espera, mas atendimento ocorre sem problemas
No Marco, há espera, mas atendimento ocorre sem problemas (Thiago Gomes / O Liberal)

No Hangar, apoio a famílias é normal


No Hospital de Campanha de Belém, instalado do Hangar Centro de convenções, familiares aguardavam mais uma vez essa manhã até serem chamados. Funciona assim: sai um profissional de saúde, chama por nome e eles entram na recepção. Quando o paciente está na enfermaria, é feita a videochamada por tablet.

Quando o quadro clínico é mais grave - e, portanto, ele não pode manter esse contato com sua família -, as informações são fornecidas mediante divulgação do boletim médico do paciente. Esta segunda-feira havia umas 30 pessoas do lado de fora. Mas sem aglomerações.  Durante o período em que a reportagem esteve no local, ninguém reclamou do atendimento no Hospital de Campanha. 

O Hangar recebe pacientes de Belém e de outros municípios. O paciente é encaminhado por uma Central de Regulação, já que o hospital de campanha não funciona como hospital de portas abertas.

Manhã foi sem aglomerações no Hospital de Campanha de Belém
Manhã foi sem aglomerações no Hospital de Campanha de Belém (Thiago Gomes / O Liberal)

Caem casos de síndrome respiratória aguda  

 
A redação integrada de O Liberal solicitou, às secretarias de saúde do município e do Estado, informações sobre o balanço de atendimentos, nesta segunda-feira, nesses estabelecimentos de saúde.

Em nota, a Prefeitura de Belém avaliou que os atendimentos: a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que nesta segunda-feira (25) as cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e o Hospital Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei Pereira (Guamá), contabilizaram 323 atendimentos.

Desses, diz a Sesma, apenas a UPA Jurunas e o Pronto Socorro tiveram casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A Secretaria de Estado de Saúde informou que nesta segunda-feira (25) até às 18h, o Hospital Regional Abelardo Santos atendeu 363 pacientes. No Hospital de Campanha de Belém, no Hangar, 290 pacientes.  E a Policlínica Metropolitana realizou 800 atendimentos.