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PRAÇA NA ÁGUA

Aquapraça chama atenção de visitantes e ficará na capital paraense

O espaço que flutua sobre as águas da baía do Guajará foi um presente do Governo da Itália

Vito Gemaque

22 de novembro de 2025 às 08:00

Uma praça literalmente em cima da água do rio Pará, na baía do Guajará. Essa é AquaPraza – um novo espaço localizado na parte dos fundos da Casa das Onze Janelas, na Cidade Velha. No equipamento trazido pelo governo da Itália ocorrerão palestras, debates e apresentações musicais durante a COP30. O espaço ficará como presente para Belém, como um dos legados da conferência na cidade. Após o término do evento, o espaço ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult). O espaço atraiu vários visitantes e gerou reflexões.

A AquaPraça é uma estrutura inédita que integra arquitetura, inovação tecnológica e compromisso ambiental. O projeto foi idealizado pelo renomado arquiteto italiano Carlo Ratti e lançado mundialmente na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, na Itália.

O estudante de Direito João Vitor Silva, de 19 anos, visitou o espaço na noite de quarta-feira (19) e ficou surpreso com a capacidade de estabilidade do local no meio da água. "Achei muito interessante, é um espaço bem amplo, tem uma estabilidade bem legal. É bem limpo também, não tem sujeira, os funcionários estão sempre aqui para nos auxiliar e ajudar", declarou.

O jovem acredita que a Aquapraça atrairá principalmente universitários e curiosos para as futuras palestras e eventos culturais. "Acho que pode atrair bastante e principalmente os mais curiosos, para as palestras, além dos universitários. É uma coisa bem diferente. Algo que não imaginava viver assim", falou. O estudante João Vitor entende que muitas obras, apesar das polêmicas, ficarão como legado após a COP30.

O espaço também se tornou um ponto de passeio para as famílias. O bancário João Paulo Freitas, de 45 anos, a esposa funcionária pública Rosangela Farias, 38 anos, e o filho do casal Manoel dos Santos Oliveira, de 18 meses, conheceram a nova estrutura. "Ouvir falar que tem um mecanismo que se adequa à variação da maré. Achei interessante também aqui esse espelho d'água que ficou aqui dentro. Não sei se é represada ou se é realmente da maré. Ficou bonito", avaliou João Paulo.

Para Rosangela, o espaço serve para contemplar a natureza e possibilita mais atividades culturais para Belém. "É um prolongamento do espaço público, é uma valorização das águas, dessa questão amazônica, dessa internacionalidade, Itália e Brasil. Tudo isso é uma experiência nova. O acesso à cultura é fundamental para o desenvolvimento humano", assegurou.

A família estava fazendo um tour por todas as atrações da COP30. Eles já chegaram à praça da Bandeira, onde ocorre a Zona Franca, e se programaram para ir no Polo Joalheiro. “É um momento de integração de sentir esse calor humano, de sentir a cultura, como ela é rica, e ter também essa oportunidade de conversar com pessoas de outros países, outras culturas”, afirmou Rosângela.

O arquiteto italiano Eren Sezer, um dos membros da comitiva italiana na COP30, ressaltou a importância do projeto Aquapraza (Aquapraça). "A mensagem [da Aquapraza] é um projeto que vai descrever o equilíbrio entre o homem e a natureza. A mensagem também criada para o Brasil, é que Belém é a porta da Amazônia. Esse é um modo de comunicar, em fazer com que as pessoas de Belém, possam gostar de ser a porta entre a natureza e a Amazônia", apontou.

Eren ressaltou ainda a importância da Aquapraça estar na Casa das Onze Janelas, porque o local foi projetado pelo arquiteto italiano Antônio Landi. "A Casa das Onze Janelas que também é um edifício histórico de Belém. Aqui é uma homenagem que vamos fazer a Casa das Onze Janelas, que é um dos edifícios mais importantes da cidade de Belém, como uma arquitetura também é moderna e vai celebrar a importância da casa", ressaltou.