O Desfile Escolar da Pedreira celebra, pelo 33º ano, o Dia da Independência do Brasil, comemorado em 7 de setembro. O evento reuniu 15 instituições na Aldeia Cabana, nesta sexta-feira (4). Entre escolas municipais, estaduais e particulares, alunos e responsáveis participaram com entusiasmo.
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A coordenadora Help Luna, diz que, apesar do cansaço, promover o desfile é prazeroso e gratificante. A programação conta com apoio da Associação Recreativa e Cultural Terceira Idade Pedreirense (Arctip) e da Embaixada de Samba Império Pedreirense. “O amor está acima de tudo isso, são mais de três décadas de resistência e persistência”, fala.

Help destaca que, mesmo com incentivos, o processo de liberação para uso do espaço ainda é complicado e burocrático: “Isso, muitas vezes, deixa a gente desmotivado, mas o amor pela pátria é um dos principais objetivos nossos.”
“A gente tem que agradecer muito a Deus. Eu sou uma das sobreviventes desse projeto. Nós formamos uma coordenação para dar continuidade no legado. Hoje, muitos estão nos braços do Papai do Céu e eu estou aqui, firme e forte”, afirma.

Famílias presentes
Centenas de famílias marcaram presença no 33º Desfile Escolar da Pedreira. Pais, avós, tios e primos acompanharam as crianças e adolescentes participantes, registrando tudo com orgulho e satisfação.
Para o chaveiro Rafael Dias, de 30 anos, o momento é de grande alegria, principalmente por reunir toda a família. Ele é pai de Antonella, de 5 anos, aluna do Espaço Educacional Mariazinha.

“Como pai, é muito importante, é emocionante participar desse momento tão especial da minha filha”, diz.
Márcia Freitas, dona de casa de 50 anos, é mãe de Pedro Miguel, de 14 anos. O adolescente é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista e, para a mãe, a participação do filho é memorável.

“É emocionante, é lindo. Ver ele participando, se concentrando, é uma alegria para mim. É esperança de ver ele bem melhor”, destaca.
Os pequenos também se divertiram, do jeito deles, com a participação. A aluna Sistema Integrado Ícaro Alice Vitória da Costa, de 11 anos, acha o desfile legal. Carregando um globo terrestre, ela é clara: “É bacana, bem calor, mas bacana.”

O aluno Nixon Miranda, de 10 anos, é da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental ABC. Durante a programação, ele foi responsável por levar a bandeira da instituição. “É muito bom participar. É normal [carregar a bandeira], só muda que a gente fica em primeiro, tipo um representante”, conta.
