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ESPORTE

Aos 12 anos, atleta de Barcarena conquista título mundial de jiu-jítsu

Valentina venceu três lutas no campeonato da CJJB, realizado em Belém, e garantiu o ouro na categoria infantojuvenil até 52,5 kg.

Larissa Reis

30 de outubro de 2026 às 14:06

( Foto: Divulgação )

Aos 12 anos, a barcarenense Valentina conquistou o título mundial de jiu-jítsu em uma competição organizada pela Confederação de Jiu-Jitsu Brasileiro (CJJB), realizada na Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, em Belém, no último dia 17. Na categoria Gi infantojuvenil A, até 52,5 kg, a atleta disputou três lutas e venceu a final por finalização, com um armlock aplicado em apenas 38 segundos.

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Paraenses são campeões mundiais de jiu-jitsu em Fortaleza Kiko Fonseca, tetracampeão mundial, destaca a preparação ao longo da temporada para alcançar mais uma conquista internacional

Aos 12 anos, a barcarenense Valentina conquistou o título mundial de jiu-jítsu em uma competição organizada pela Confederação de Jiu-Jitsu Brasileiro (CJJB), realizada na Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, em Belém, no último dia 17. Na categoria Gi infantojuvenil A, até 52,5 kg, a atleta disputou três lutas e venceu a final por finalização, com um armlock aplicado em apenas 38 segundos.

O resultado representa uma conquista importante na trajetória da jovem, que começou a praticar jiu-jítsu em 2023, aos nove anos, por incentivo dos pais. Na época, a iniciativa tinha como objetivo melhorar sua saúde. Embora inicialmente não quisesse treinar, Valentina foi se identificando com o esporte e descobriu uma paixão que transformaria sua rotina e seus planos para o futuro.

“Para mim, o jiu-jítsu se encaixa perfeitamente naquela frase: ‘chegou do nada e se tornou tudo’, porque eu não esperava que ele fosse se tornar uma coisa tão importante. Minha vida mudou totalmente depois do jiu-jítsu. Perdi o peso que precisava, virei atleta, sou mais disciplinada e construí um psicológico forte”, contou.

Preparação e superação

A conquista exigiu uma preparação intensa. Segundo Valentina, os treinos para o Mundial foram mais rigorosos do que os realizados para outras competições. A atleta intensificou a preparação física, incluiu corridas na rotina e seguiu uma dieta para se adequar à categoria de peso. Além disso, precisou lidar com uma lesão no joelho, que provocava dores durante determinados movimentos.

Mesmo diante das dificuldades, ela manteve o foco na competição e realizou exercícios específicos para fortalecer o joelho. Outro imprevisto surgiu durante o deslocamento para Belém, quando sofreu uma queimadura e chegou a temer que não conseguiria lutar.

“Bateu o desespero, porque estava doendo demais e eu já não sabia se iria conseguir lutar, por mais que quisesse muito. Lutei daquele jeito porque não queria desistir do campeonato para o qual tanto treinei. Então, fui com dor mesmo e dei meu máximo dentro do tatame”, relatou.

Na final, a atleta também se surpreendeu com o próprio desempenho. A vitória por armlock em 38 segundos foi a luta mais rápida que já realizou. “Eu me impressionei muito comigo mesma nessa final, porque não esperava que fosse finalizar tão rápido”, afirmou.

Da vontade de desistir à conquista de seis ouros

O título mundial também simboliza uma mudança na relação de Valentina com as competições. No ano passado, após uma frustração em um campeonato, ela chegou a pensar em abandonar os treinos. O incentivo de uma amiga foi fundamental para que voltasse a competir no início de 2026.

Desde então, a jovem afirma ter conquistado seis medalhas de ouro neste ano, com apenas uma derrota entre as competições de que participou. A sequência de resultados fortaleceu sua confiança e a fez reconhecer no esporte um caminho que deseja continuar seguindo.

“Para mim, significa um fruto de muita dedicação e superação, porque ano passado eu queria desistir de treinar. Hoje, vejo que o jiu-jítsu e as competições são para mim, pois é como se eu me desligasse da realidade quando estou treinando. E agora existem pessoas que me usam como inspiração”, disse.

A rotina da atleta também exige organização. Pela manhã, ela frequenta a escola. À tarde, divide o tempo entre as atividades escolares, o treinamento físico e a preparação para as aulas de jiu-jítsu, que começam às 18h30. Valentina treina na Larry Jiu-Jitsu, na Vila dos Cabanos, e na Snake Fight, na sede de Barcarena. Ela destaca o apoio dos pais, de amigos, do pai de consideração e dos professores como parte importante de sua trajetória.

Novos sonhos no esporte

Com o título mundial, Valentina planeja disputar campeonatos fora do Pará e também do Brasil. A jovem pretende seguir evoluindo no esporte e buscar espaço em competições de maior projeção.

Aos atletas que estão começando, ela recomenda dedicação, persistência e, principalmente, prazer na prática esportiva. “Para os que ainda não praticam esportes, conheçam alguns e comecem naquele em que vocês se sentirem bem. Se quiserem algo maior dentro dele, dediquem-se bastante, pois todos são capazes de realizar seus sonhos. E se divirtam muito, porque isso é essencial dentro do esporte”, concluiu.

O resultado representa uma conquista importante na trajetória da jovem, que começou a praticar jiu-jítsu em 2023, aos nove anos, por incentivo dos pais. Na época, a iniciativa tinha como objetivo melhorar sua saúde. Embora inicialmente não quisesse treinar, Valentina foi se identificando com o esporte e descobriu uma paixão que transformaria sua rotina e seus planos para o futuro.

“Para mim, o jiu-jítsu se encaixa perfeitamente naquela frase: ‘chegou do nada e se tornou tudo’, porque eu não esperava que ele fosse se tornar uma coisa tão importante. Minha vida mudou totalmente depois do jiu-jítsu. Perdi o peso que precisava, virei atleta, sou mais disciplinada e construí um psicológico forte”, contou.

Preparação e superação

A conquista exigiu uma preparação intensa. Segundo Valentina, os treinos para o Mundial foram mais rigorosos do que os realizados para outras competições. A atleta intensificou a preparação física, incluiu corridas na rotina e seguiu uma dieta para se adequar à categoria de peso. Além disso, precisou lidar com uma lesão no joelho, que provocava dores durante determinados movimentos.

Mesmo diante das dificuldades, ela manteve o foco na competição e realizou exercícios específicos para fortalecer o joelho. Outro imprevisto surgiu durante o deslocamento para Belém, quando sofreu uma queimadura e chegou a temer que não conseguiria lutar.

“Bateu o desespero, porque estava doendo demais e eu já não sabia se iria conseguir lutar, por mais que quisesse muito. Lutei daquele jeito porque não queria desistir do campeonato para o qual tanto treinei. Então, fui com dor mesmo e dei meu máximo dentro do tatame”, relatou.

Na final, a atleta também se surpreendeu com o próprio desempenho. A vitória por armlock em 38 segundos foi a luta mais rápida que já realizou. “Eu me impressionei muito comigo mesma nessa final, porque não esperava que fosse finalizar tão rápido”, afirmou.

Da vontade de desistir à conquista de seis ouros

O título mundial também simboliza uma mudança na relação de Valentina com as competições. No ano passado, após uma frustração em um campeonato, ela chegou a pensar em abandonar os treinos. O incentivo de uma amiga foi fundamental para que voltasse a competir no início de 2026.

Desde então, a jovem afirma ter conquistado seis medalhas de ouro neste ano, com apenas uma derrota entre as competições de que participou. A sequência de resultados fortaleceu sua confiança e a fez reconhecer no esporte um caminho que deseja continuar seguindo.

“Para mim, significa um fruto de muita dedicação e superação, porque ano passado eu queria desistir de treinar. Hoje, vejo que o jiu-jítsu e as competições são para mim, pois é como se eu me desligasse da realidade quando estou treinando. E agora existem pessoas que me usam como inspiração”, disse.

A rotina da atleta também exige organização. Pela manhã, ela frequenta a escola. À tarde, divide o tempo entre as atividades escolares, o treinamento físico e a preparação para as aulas de jiu-jítsu, que começam às 18h30. Valentina treina na Larry Jiu-Jitsu, na Vila dos Cabanos, e na Snake Fight, na sede de Barcarena. Ela destaca o apoio dos pais, de amigos, do pai de consideração e dos professores como parte importante de sua trajetória.

Novos sonhos no esporte

Com o título mundial, Valentina planeja disputar campeonatos fora do Pará e também do Brasil. A jovem pretende seguir evoluindo no esporte e buscar espaço em competições de maior projeção.

Aos atletas que estão começando, ela recomenda dedicação, persistência e, principalmente, prazer na prática esportiva. “Para os que ainda não praticam esportes, conheçam alguns e comecem naquele em que vocês se sentirem bem. Se quiserem algo maior dentro dele, dediquem-se bastante, pois todos são capazes de realizar seus sonhos. E se divirtam muito, porque isso é essencial dentro do esporte”, concluiu.

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