'Repórter 70' é a voz dos bastidores políticos do Pará que resiste ao tempo

Coluna que nasceu com o fundador de O Liberal, Rômulo Maiorana, mantém o "furo" e a credibilidade como pilares, adaptando-se do impresso ao digital e mantendo-se essencial na rotina política e econômica do Pará

Gabriel da Mota
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O processo por trás da coluna Repórter 70 (R70), uma das mais tradicionais e antigas do país, é um exercício constante de vigilância jornalística. O R70 mantém sua relevância combinando a apuração ininterrupta destacada por Rita Soares, responsável pela coluna, com o DNA criado por seu fundador, Rômulo Maiorana — um padrão de furo, síntese e credibilidade — enquanto enfrenta o desafio imposto pelas redes sociais e se reinventa no ambiente digital sem perder sua essência. 

"O processo de apuração para uma coluna diária como o Repórter 70 é ininterrupto. É preciso estar sempre atento. As notícias estão em todo lugar. Na rua, no mercado, em uma festa, tudo pode acabar rendendo uma nota. No dia a dia, o trabalho começa cedo com a leitura de jornais, acesso a portais e ligações para fontes. Também recebo muitas sugestões de fontes e leitores", conta Rita Soares.

Ela destaca a necessidade de um filtro apurado, já que o foco da coluna é estritamente político e econômico, com uma leitura "mais regionalizada dos fatos".

A luta pelo furo na era digital

Com a ascensão das redes sociais, onde políticos e personalidades se comunicam diretamente com seus públicos, a busca pelo ineditismo — o famoso "furo" — tornou-se um desafio maior. A velocidade da informação exige que a coluna encontre ângulos diferenciados, mesmo em temas já públicos.

"Hoje, com as redes sociais, os políticos e personalidades têm suas próprias redes e acabam se comunicando direto com os públicos, por isso, é cada vez mais difícil ter a notícia exclusiva, o furo. Rapidamente, as informações estão na internet quase em tempo real", analisa Rita. Nesse cenário, a credibilidade é o ativo mais valioso, e a regra de ouro do jornalismo se torna ainda mais rígida: "Checar e rechecar são palavras de ordem", sintetiza.

Tradição moldada pelo fundador

A longevidade e a relevância da R70 são explicadas pela sua origem e essência. O diretor de conteúdo de O Liberal, Lázaro Magalhães, ressalta que a coluna nasceu das mãos do próprio fundador do jornal, Rômulo Maiorana. "A coluna Repórter 70 é uma das mais antigas e segue entre as mais respeitadas e tradicionais do Brasil. Surgiu sendo escrita pelo próprio fundador, Romulo Maiorana, que tinha não apenas grande apreço por fazê-la, mas também executava isso com muita maestria, diariamente. Sua habilidade com informações exclusivas e seu afiado poder de síntese eram lendários e criaram o tom que até hoje ressoa sobre as curtas do Em Poucas Linhas", afirma.

Mesmo com quase 80 anos, a R70 demonstra um DNA de adaptabilidade. Seu formato original de notas curtas e leitura rápida já a tornava apta à transição digital. Hoje, a coluna é multiplataforma, presente no jornal impresso, no portal oliberal.com e nas redes sociais. "Por ser uma coluna de notas curtas, leitura rápida, e informações variadas, a coluna, embora tradicional, já tem parte do DNA da comunicação digital. E hoje, o R70 é multiplataforma, estando no impresso (seu espaço original), mas também no portal e nas redes sociais", observa Rita Soares.

Apesar de ser editorializada e manter o tom do jornal, a coluna também absorve a contribuição de seus redatores. Rita Soares enfatiza que seu olhar como "mulher, que tem orgulho de se assumir feminista, amazônida e muito preocupada com questões socioambientais" acaba influenciando, de forma sutil, no resultado final, injetando perspectivas contemporâneas. Lázaro Magalhães reforça o compromisso de constante atualização: "O Repórter 70 segue relevante e mantém sua tradição a cada renovação tecnológica e transformação", finaliza.

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