Rádio Liberal+ é a sintonia que conecta gerações e amplia a notícia
Abner Luiz e Luizinho Moura analisam a evolução da Rádio Liberal+ e o impacto das grandes coberturas, do esporte à COP 30, na consolidação do jornalismo multimídia
No aniversário de 79 anos de O Liberal, a celebração vai além das páginas impressas e ecoa nas ondas do rádio e nas telas digitais. A Rádio Liberal+, sob a liderança do jornalista Abner Luiz, diretor do Sistema Liberal de Rádio, consolidou no último ano — o segundo de sua existência — a sinergia entre o imediatismo da transmissão audiovisual e a profundidade do texto impresso, permitindo ao Grupo Liberal cobrir, com onipresença, os fatos que marcaram o Pará e o mundo.
Para Abner Luiz, o último ciclo foi um teste de fogo e competência, unindo política, economia e a paixão nacional, o futebol. Ele destaca a continuidade do trabalho jornalístico, do início ao fim do ano.
“A gente iniciou o ano fazendo um trabalho integrado de muita avaliação, pelo menos nos primeiros 100 dias, dos prefeitos eleitos por todo o estado. Depois, a gente interagiu muito na área do esporte, porque tivemos o Parazão, competições nacionais com Remo e Paysandu e a novidade dos dois na Série B. Trabalhamos juntos desde a cobertura prévia da COP, com a transformação da cidade, as obras e a expectativa do paraense. Passamos pelo verão em Salinas em julho e chegamos a outubro, com o Círio de Nazaré e, em novembro, à reta final do Brasileiro, com a queda do Paysandu para a Série C e o acesso do Remo para a Série A”, relembra o diretor.
A cobertura, no entanto, transcende o local. A Rádio Liberal+ atua como um hub de informações globais ancoradas na Amazônia. “No meio de tudo isso, tivemos reuniões importantes envolvendo líderes do mundo todo, a visita do presidente da República e a visita de Macron [presidente da França] ao Combu. A redação integrada deu vazão para o impresso, redes sociais, rádio e YouTube”, detalhou Abner.
"A informação é uma só", diz Abner Luiz
A filosofia implementada por Abner Luiz na direção do Sistema Liberal de Rádio é a de que o conteúdo é soberano. A distinção entre as mídias serve para adaptar a linguagem, mas a essência da notícia permanece inalterada, fortalecendo a credibilidade da marca O Liberal.
“A informação tem uma forma de ser dada, dependendo da plataforma em que ela vai entrar, mas é uma só. Quando conseguimos ter profissionais de todas as áreas, independentemente de quem cubra, você sai para fazer o material e já pensa onde ele vai poder ser usado. O impresso lança uma matéria e o rádio tem acesso; o rádio tem acesso ao digital. Claro que o impresso é mais tangível, e o rádio exige que se esteja ouvindo, mas a interatividade com a redação permite dizer: ‘Olha, temos essa fala aqui’, e a partir daí virar texto ou vídeo”, explica Abner.
Ele reforça o papel histórico da rádio como a voz sonora do jornalismo impresso. “O Liberal sempre pautou as mídias tradicionais e hoje as digitais, pela credibilidade e história que tem. A participação da rádio sempre foi a de divulgadora clara e limpa do jornal impresso, a voz radiofônica para trazer à baila uma matéria que só O Liberal tinha”, completa o diretor.
O aprendizado prático e a renovação do jornalismo
Se Abner representa a estratégia e a experiência, Luizinho Moura personifica a renovação e o futuro. Aos 23 anos, o jornalista se divide entre apresentação, reportagem e narração, um dos mais jovens nesta última função, vê no Grupo Liberal uma escola prática superior à teoria acadêmica. Com uma trajetória iniciada aos 18 anos, ele reflete sobre como a estrutura da Liberal+ moldou seu caráter profissional.
“Às vezes sinto que aprendi mais com esses quase cinco anos de grupo do que nos meus quatro anos de faculdade. Aprendi a ter postura, a formar e ter a minha própria opinião, a elogiar e a criticar quando falamos de esporte, e a dar a notícia da maneira certa no jornalismo geral. Tudo isso porque, atrelado à minha imagem, tem um grupo de comunicação enorme na retaguarda, que dá toda a estrutura para trabalharmos”, afirma Luizinho.
O jovem jornalista destaca momentos cruciais onde a marca Liberal o colocou no centro da história, como a cobertura da Seleção Brasileira em Belém em 2023 e 2024 e as preparações para a COP 30; eventos que exigiram responsabilidade e técnica.
“O jogo da Seleção foi um marco, porque ser jornalista esportivo é meu sonho de infância. Estar tão perto daquilo que todo mundo só vê pela televisão e levar a informação até a casa das pessoas é uma responsabilidade enorme. Assim como a COP 30, onde o Grupo Liberal se posicionou ao lado de grandes grupos de comunicação nacionais e internacionais. Pouca gente pode imaginar um jornalista de 23 anos, do Norte do Brasil, posicionado ao lado desses grupos”, diz.
Orgulho de pertencer a uma história quase centenária
A conexão com o público é o termômetro final desse trabalho. Luizinho recorda a cobertura do aniversário de 407 anos de Belém (em 2023), quando ele pediu para uma senhora, que participava das comemorações, gravar um áudio chamando seu nome, o que posteriormente se tornou sua vinheta de assinatura na rádio.
Ao olhar para os 79 anos de O Liberal, a sensação é de pertencimento a algo maior. “O Grupo Liberal hoje, além de ser a minha casa, é o lugar onde me sinto representado. Me sinto orgulhoso em fazer parte dessa história, mesmo que somente com quatro anos, mas anos decisivos para a nossa terra e para o jornalismo. Vivemos uma revolução da informação e espero ter ajudado o grupo a se manter atualizado”, conclui Luizinho Moura.
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