Histórias dos regionais de O Liberal reforçam identidades locais, dizem repórteres

Jornalistas revelam a emoção e o retorno imediato da comunidade ao ter suas histórias, talentos e empreendimentos valorizados pela cobertura que fura a "bolha" da capital

Gabriel da Mota

Os jornais regionais do Grupo Liberal — de Ananindeua, Barcarena, Castanhal e Marabá — são espelhos que refletem a identidade e as conquistas de suas comunidades. Para os repórteres que atuam na linha de frente, o maior retorno é o reconhecimento e a emoção do leitor ao se ver no jornalismo de referência do Pará.

Fabyo Cruz, repórter que cobre Ananindeua e Barcarena, ressalta que o projeto regional visa dar uma atenção maior a municípios em crescimento. "O processo de apuração é ter contato com as personalidades locais, pesquisadores, população, professores, artistas... sempre tentamos fazer um diferencial com conteúdos exclusivos", afirma Fabyo, que busca um jornalismo de tabloide totalmente voltado para as necessidades locais.

image Fabyo Cruz é repórter dos regionais de Ananindeua e Barcarena (Carmem Helena / O Liberal)

A integração entre as redações permite que histórias do interior ganhem visibilidade na capital e vice-versa, mas com o cuidado de manter sempre uma "pitada" nova e exclusiva para a edição local.

Conexão e reconhecimento imediato

A freelancer Larissa Costa, há três anos em Barcarena, sente a rotina de apuração muito ligada ao pulsar da cidade. Ela usa o período quinzenal para garimpar histórias que destaquem o talento local.

"Meu foco é valorizar as pessoas e o potencial da nossa cidade. Tem muito talento em Barcarena que o estado e o país precisam conhecer", explica.

image Larissa Costa, repórter freelancer de Barcarena (Arquivo pessoal)

Larissa cita o exemplo de um jovem visagista premiado internacionalmente e histórias de quem escolheu a cidade para viver. O retorno, segundo ela, é o combustível. "É comum ouvirmos relatos de leitores sendo reconhecidos na rua após as reportagens. Um caso que me marcou foi o de um biomédico que vende empadas na praia e mantém a matéria impressa no cooler do trabalho. Esse tipo de reconhecimento mostra o impacto real que o jornalismo regional tem", conta.

Orgulho de ser notado

Em Castanhal, a repórter Patrícia Baía aponta que a principal conquista do projeto foi devolver aos leitores o orgulho de pertencer. "Antes desse projeto, [a mídia] só mostrava a capital, como se o interior não existisse ou só se destacasse por notícias ruins, como crimes. Esses moradores passaram a se ver e isso foi muito importante; deu um empoderamento", destaca Patrícia, que também faz a coluna social, outro ponto de forte engajamento.

image Patrícia Baía, repórter de Castanhal (Arquivo pessoal)

A jornalista lembra do impacto de uma matéria sobre uma miss mirim, que a tornou referência no tema. Além disso, empreendedores, segundo ela, sentem-se "extremamente valorizados" e fazem questão de comprar edições extras para postar e divulgar nas redes sociais:

"O feedback é maravilhoso, as pessoas têm orgulho de estarem em O Liberal", acrescenta.

Desconstruindo rótulos

Tay Marquioro, correspondente em Marabá e no sudeste paraense há mais de três anos, vê a presença dos repórteres no interior como estratégica pela rapidez e, principalmente, pela sensibilidade na apuração.

"Estou em uma região marcada por um histórico de conflitos e exploração. Durante muito tempo, Marabá foi chamada de 'Marabala.' Gosto de dar voz a quem vive outras realidades. Contar a história dessa gente ajuda a desconstruir a herança de um passado que não queremos mais reviver", pontua Tay.

image Tay Marquioro, repórter de Marabá (Arquivo pessoal)

Em suas pautas, a repórter destaca as belezas naturais, como a Praia do Tucunaré e o encontro dos rios, além de projetos sociais e culturais, como um grupo de mulheres que luta para manter viva a tradição do carimbó no sudeste. “Noticiamos a entrega dos instrumentos musicais para esse grupo, contando a história do projeto. Foi uma maneira de fazer essa iniciativa chegar mais longe, ‘furar a bolha’ de Marabá. É sempre muito gratificante contar histórias assim”, conclui.

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