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Fundação Romulo Maiorana no incentivo de cultura e arte na Amazônia

A ação educativa do Arte Pará é interdisciplinar, uma vez que a plataforma contemporânea da arte é híbrida

Bruna Lima
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O Arte Pará é o principal produto de cultura e arte promovido pela Fundação Romulo Maiorana desde 1982. Durante toda essa trajetória de 40 anos vem estabelecendo a presença da Amazônia no mapa artístico e estabelecendo troca intelectual entre artistas, curadores e público.

O curador do projeto, Paulo Herkenhoff, que acompanha o trabalho desde o início, recorda que poucos anos após a inauguração do Arte Pará, Romulo Maiorana faleceu, mas a dona Déa Maiorana, sua viúva, deu absoluta continuidade ao projeto afirmando que este era um dos sonhos visionário de seu marido.


Logo a seguir, a direção do Arte Pará foi entregue à Roberta Maiorana, a caçula da grande prole do casal Déa e Romulo. “Muito jovem, Roberta se lançou com exemplares responsabilidades e entusiasmo. Roberta e eu nos tornamos parceiros para a vida. Como curador iniciante, ela me deu oportunidades ímpares de conhecer arte e artistas do Norte e de realizar experimentações. Aprendemos juntos que o Arte Pará tinha o direito de ousar mais e de converter numa efetiva exposição nacional”, pontua

Há três décadas, Roberta Maiorana situa a educação como componente de peso da missão do Arte Pará. Nos anos 90, o “Liberalzinho”, o caderno infantil dominical tinha uma edição inteiramente dedicado à ação pedagógica do Arte Pará.

Nos últimos anos, a curadoria do projeto educativo foi entregue à professora Vania Leal, que conta com um processo de formação dos mediadores com a reunião de professores de arte, críticos e artistas. “Este se constitui num projeto exemplar de arte e educação com seu foco na linguagem e na convivência democrática no contesto da diversidade da arte brasileira contemporânea”, destaca.

A ação educativa do Arte Pará é interdisciplinar, uma vez que a plataforma contemporânea da arte é híbrida e traz questões sociológicas, antropológicas e culturais, por isso, inclui estudantes de vários cursos e não apenas das artes visuais. 

Jonh Fletcher, que tem tese de doutorado sobre o Arte Pará e atua há alguns anos nesse processo de aprendizagem continuada do projeto, destaca que a Historiografia do Arte Pará é densa pela sua história e aspectos que vem construindo ao longo de 40 anos. E ter todas essas questões abordadas na ação educativa, torna o projeto cada vez mais importante e dentro dos preceitos atuais de um projeto de arte, pois inclui artistas, pesquisadores e público de um modo geral em um processo de conhecimento e aprendizagem.

“O papel educativo do Arte Pará é indispensável. É o que dá pulsação social e trabalha numa perspectiva de conteúdo para diversas plataformas. O Arte Pará já vem de alguma forma compartilhando com medidas de missão extremamente atuais para a nova definição de museu”, destaca.

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