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Revolução que vem do “quintal”

Empreendedores transformam sementes, frutos e saberes ancestrais em produtos de alta qualidade

Ana Paula Gama | Estúdio Digital & Content
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A bioeconomia trata-se de um modelo econômico voltado para impulsionar o desenvolvimento sustentável na Amazônia, valorizando a floresta e incentivando atividades focadas na sociobiodiversidade. No território paraense, a bioeconomia combina saberes tradicionais com a inovação tecnológica, o que fortalece cadeias produtivas e gera emprego para populações locais.

Elementos como miriti, açaí, andiroba e murumuru são alguns exemplos de produtos que fazem parte desse tipo de economia. Para o empreendedor Washington Ferreira Nascimento, as sementes de açaí tornaram-se fonte de renda. O jovem é proprietário da empresa Unaí Biopainéis Sustentáveis, em Abaete tuba, no nordeste paraense. O empreendimento produz biopainéis com os resíduos dos caroços de açaí.

image Washington Ferreira Nascimento transforma caroços de açaí em biopainéis sustentáveis (Divulgação)

“A ideia de empreender surgiu a partir da observação do problema do acúmulo de caroços de açaí nas ruas de Moju e Abaetetuba. Eu vi ali um resíduo em grande quantidade e pouco aproveitado, e comecei a pensar em como transformar aquilo em algo de valor. Foi um processo gradual, com pesquisa e testes, até chegar no desenvolvimento dos biopainéis”, explica o empreendedor.

image Transformação sustentável: biopainéis e outros projetos são criados a partir dos resíduos de caroços de açaí (Divulgação)

A empresa surgiu a partir de um projeto de pesquisa e foi estruturada como negócio nos últimos anos. “Eu acredito que nosso trabalho mostra que é possível gerar desenvolvimento econômico sem destruir a floresta. A gente transforma um problema ambiental em oportunidade, gera renda local e ainda contribui para reduzir o desmatamento de forma indireta”, ressalta.

CRIATIVIDADE

Já a empreendedora Silvia Rodrigues Rosa, decidiu comercializar biojoias com o objetivo de proporcionar beleza e sustentabilidade. Localizada na Ilha do Combu, a Biojoias do Combu elabora colares, sabonetes e pomadas, utilizando andiroba, semente de açaí e murumuru.

image Biojoias e artesanato são feitos com sementes encontradas na Ilha do Combu (Divulgação)


“A empresa regularizada surgiu em 2025, quando fomos contemplados por um programa do Sebrae, mas nós já existimos há 16 anos como ‘Biju da Silvia’. Trabalhamos com biojoias e artesanato. Tudo é da natureza, como as sementes de açaí, miriti e andiroba”, pontua Silvia.

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