COP 30: um divisor de águas para Belém
Parque Linear da Tamandaré e Parque da Cidade estão entre os espaços mais procurados para lazer e gastronomia
Mais do que obras, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em novembro do ano passado, em Belém, deixou uma nova dinâmica para a capital paraense, como é o caso dos espaços revitalizados para os momentos de lazer, que acabaram se tornando uma maneira de movimentar a economia local, devido aos empreendi mentos inseridos nesses locais.
As obras, que somaram mais de R$ 7 bilhões em investimentos, foram distribuídas nas áreas de infraestrutura, mobilidade, hospedagem e saneamento. Entre os projetos está o Parque Linear da Tamandaré, que conta com 1.400 metros de extensão. O espaço ganhou quiosques, ciclovia, parque infantil, fonte interativa, parque pet, academia ao ar livre, anfiteatro e áreas de contemplação.
Entre os quiosques do parque está a Barraca da Fafá, tradicional ponto turístico culinário da capital paraense. A proprietária do estabelecimento, Maria de Fátima Silva, a Fafá, destaca que a COP 30 foi um divisor de águas para Belém.
“Para nós, representou a chance de crescer e alcançar um público novo. O espaço da Nova Tamandaré trouxe dignidade e beleza para a nossa cidade, e acredito que, com investimentos contínuos em segurança e eventos culturais, esse legado pode se consolidar de verdade. A semente foi plantada, agora é preciso regá-la”, afirma Fafá.
A empreendedora ainda ressalta que, na primeira semana da COP 30, o movimento no quiosque foi muito bom e superou as expectativas. O público era majoritariamente de moradores locais, que abraçaram o es paço com muito entusiasmo.
“Vale lembrar que a Barraca da Fafá nasceu na rua 13 de Maio, no comércio, e funcionamos lá até hoje. Na verdade, não nos mudamos, apenas expandimos. Quando soubemos das obras da Tamandaré, enxergamos uma grande oportunidade e decidimos aproveitar. Foi uma decisão de crescimento”, pontua a empreendedora.
PARQUE DA CIDADE
Com 500 mil m², o Parque da Cidade foi a principal obra da COP 30. Está localiza do entre as avenidas Brigadeiro Protásio, Júlio César, Senador Lemos e o Complexo Viário Daniel Berg. O espaço reúne diversos espaços culturais, esportivos e de convivência.
Para o skatista Jadson Vasconcelos, que pratica o esporte no local, o Parque da Cida de representa uma grande vitória e conquista para os skatistas paraenses. “Anos atrás, nem se sonhava em ter uma pista como essa. Hoje, isso se concretizou, podendo gerar novos adeptos e fomentar a cena e o mercado do skate local”, destaca Jadson.
A apropriação desses novos espaços pela população, seja para lazer, esporte ou empreendedorismo, demonstra o sucesso dos investimentos da COP 30 na criação de um legado urbano duradouro. Estes projetos não apenas modernizaram a infraestrutura de Belém, mas também redefiniram a relação dos moradores com a cidade, transformando antigas áreas em pontos vibrantes de convívio social. A inclusão de elementos como a ciclovia e as áreas de contemplação no Parque Linear da Tamandaré e a pista de skate no Parque da Cidade reforça o foco em uma qualidade de vida mais ativa e sustentável para o paraense.
No entanto, para que o impacto positivo da COP 30 não se limite a um evento pontual, a manutenção e a gestão contínua desses ativos urbanos são cruciais. É um consenso entre gestores públicos e a própria comunidade que o verdadeiro de safio agora é garantir a segurança, a limpeza e a programação cultural constante para manter esses espaços vivos e atraentes. A perspectiva é que, ao consolidar essa nova dinâmica de lazer e economia, Belém não apenas honre o investimento de R$ 7 bilhões, mas também estabeleça um novo padrão de desenvolvimento urbano que sirva de modelo para outras capitais da Amazônia.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

