Alok abre o jogo sobre a vida e a carreira em entrevista

DJ se apresenta em Belém no próximo final de semana

Dominik Giusti

Você, leitor, já deve ter ouvido falar de Alok. Ou deve ter ouvido uma das músicas do DJ brasileiro que tem conquistado cada vez mais espaços nos setlists nacionais e internacionais. Nascido em uma família musical, os pais – Swarup e Ekanta – são artistas da cena eletrônica. Junto com o irmão gêmeo, Bhaskar, Alok teve um início de carreira precoce, por assim dizer, já uma vez que ele e o irmão acompanhavam os pais em suas turnês.

Era muito natural que o amor à música – em especial ao gênero eletrônico – tivesse uma chama viva no coração dos meninos que, anos mais tarde, também iniciaram uma trajetória na música eletrônica.  Já em carreira solo, Alok dedicou-se como poucos, registrando feitos inéditos a um DJ brasileiro e conquistando prêmios igualmente importantes, como ser eleito – por duas vezes seguidas, pela House Mag – como o “melhor DJ do Brasil” ou ainda ter alcançado o 13º lugar no ranking mundial, de acordo com a publicação britânica “DJ Mag” e foi o único brasileiro a integrar a seleta listagem da Billboard, com os melhores 100 DJs do mundo. E ele não para: foi o único brasileiro a alcançar mais de 320 milhões de plays no Spotify.

Não bastasse a soma de todos os sucessos, Alok é engajado em missões humanitárias demonstrando ser aquilo que nos salta aos olhos: humilde, tranquilo e consciente de sua importância, especialmente no que diz respeito a melhorar a vida do próximo.

Em turnê pelos Estados Unidos, ele nos atendeu para falar da vinda a Belém, onde se apresenta no próximo dia 05 de abril (no show de Gusttavo Lima) e aproveitou para relembrar a infância, falar dos pais, da profissão. 

Troppo + Mulher: Tem uma história bem interessante sobre o teu nome, que é, no mínimo, exótico. Te importas de contar com mais detalhes?
Alok: É uma história interessante mesmo. Meus pais tiveram um encontro com Osho, o guru, e por influência dele me deram o nome de Alok, que significa ‘de outro mundo’, ‘fora da curva’. E acho que sou bem eu mesmo. (Risos).
 
T+M: Como foi sua infância, Alok? Você e seu irmão gêmeo sempre acompanharam os pais nas apresentações e moraram na Holanda. O que foi mais marcante para você desta época?
Alok: No começo foi tudo bem difícil. Chegamos a morar em um prédio abandonado na Holanda que foi invadido. Minha mãe não tinha com quem nos deixar, já que tínhamos apenas 6 anos, então íamos juntos para o trabalho dela, em uma boate – ela era faxineira. Foi assim que comecei a ter meus primeiros contatos com a música eletrônica.  Depois, até por conta dos meus pais seguirem a profissão de DJs, eu e meu irmão (Bhaskar) fomos nos identificando com esse cenário. Toda essa vivência cultural nos marcou bastante e abriu oportunidades incríveis. E agora estamos trabalhando para levar o que aprendemos ao público.
 
T+M
: Como se deu tua incursão (profissionalmente falando) na música?
Alok: Sempre digo que minha família foi o motivo para eu tomar essa decisão de seguir carreira com a música eletrônica. Tudo foi acontecendo de maneira natural, com o tempo e a vontade de me aperfeiçoar foi crescendo cada vez mais.

T+M: Quando foi que tua “ficha caiu” e tiveste consciência de que o sucesso, enfim, havia chegado?
Alok: Percebi que estava no caminho certo, quando comecei a tocar em grandes festivais mundiais. Na verdade, eu prefiro dizer que tudo é o resultado de muito trabalho e de uma equipe toda envolvida. Fico muito feliz em saber que meu trabalho é reconhecido e que posso levar essa contribuição para todos.
 
T+M: Vai fazer um ano, desde que você teve um incidente com o avião em que estava – este acontecimento mudou tua perspectiva de vida? Em que sentido?
Alok: Não considero que houve uma mudança, mas que reforçou algo que eu sempre acreditei. Estou nesse mundo por um propósito e quero me dedicar cada vez mais para isso. Ter uma nova chance me fez perceber o quanto quero viver para cumprir minha missão tanto na música quanto nas ações filantrópicas que estou envolvido.
 
T+M: Muito recentemente você declarou que passou por momentos difíceis de depressão e que sua vida foi ressignificada após uma viagem à África. Tens consciência do que te levou ao limite? O que falta ao mundo?
Alok: Meu limite foi perceber que eu tinha conquistado muitas coisas na vida, mas ainda estava infeliz, sentindo um grande vazio. Participar do projeto “Fraternidade Sem Fronteiras” fazendo as visitas na África me fez dar mais valor para tudo na vida e ver que preciso fazer a minha parte nesse mundo.

Alok (Divulgação/Great Assessoria)


 
T+M: Você casou recentemente em uma cerimônia surpreendente (ele casou com a namorada, Romana Novais, ao nascer do sol, aos pés do Cristo Redentor). Como concilias tua profissão com a vida pessoal? Vocês pensam em filhos?
Alok: A Romana já está bem acostumada com a minha rotina profissional, então fica mais fácil. Filhos com certeza, tenho muita vontade de ser pai. No tempo certo as coisas irão acontecer.
 
T+M: Preciso te perguntar sobre o que mais gostas de fazer quando não estás trabalhando...
Alok: Estar com a Romana e o Apollo (nosso filho canino) em casa é algo que não abro mão quando posso descansar. Qualquer coisa que eu faça com eles já me deixa muito feliz. Busco também praticar regularmente musculação para manter meus treinos em dia. Claro que às vezes não dá tempo, mas me esforço para não perder essa rotina.
 
T+M: Você está chegando em Belém – faz um convite aos nossos leitores... 
Alok: Fala, galera de Belém! No dia 5 de abril eu estarei aí com vocês e espero todos para agitar a pista com muita positividade! Valeu!!!

Para saber mais:
@alok
Alok no Facebook

Serviço: Alok no Buteco do Gusttavo Lima
Data: 05 de abril
Local: Hangar (abertura dos portões será às 21 horas)
Informações (WhatsApp): (91) 98535.9907

O Liberal