Emasculados: série relembra absolvição de Valentina; no Maranhão, mecânico diz ter cometido crimes

A segunda parte do episódio estará disponível a partir das 20h desta quinta-feira (30), na área LibPlay, em OLiberal.com

O Liberal
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A segunda parte do episódio "Emasculados: Seita, mistério e morte em Altamira" estará disponível a partir das 20h desta quinta-feira (30), na área LibPlay, em OLiberal.com. Este é o quinto episódio da série "Somente a Verdade", que trata de casos policiais de grande repercussão no Pará. Além do caso dos meninos emasculados de Altamira, a série já abordou a morte de Ninja e a rebelião do antigo presídio São José; o assassinato do ex-deputado Paulo Fonteles; e o caso do "Monstro da Ceasa".

A primeira parte do episódio abordou o caso registrado entre os anos de 1989 e 1993, quando 19 meninos foram sequestrados, mutilados, mortos, assediados ou simplesmente desapareceram na cidade de Altamira. Segundo o Ministério Público do Pará, as mortes teriam sido motivadas por um ritual de magia.

No Maranhão, mecânico diz ter cometidos crimes em Altamira

Nesta segunda parte, a série "Somente a verdade" relembra detalhes do julgamento de Valentina Andrade e dos demais membros da seita. Ela foi absolvida. O episódio traz ainda o caso do mecânico Francisco das Chagas, que esteve em Altamira no mesmo período em que aconteceram as emasculações. Ele foi preso no Maranhão em dezembro de 2003. À polícia, ele confessou o assassinato de 30 meninos, no Maranhão. E disse, textualmente, "fui eu quem matou as crianças de Altamira".

Durante a produção da segunda parte, a direção do episódio encontrou o advogado criminalista Rubens Pena Júnior, pesquisador do caso há quase dez anos. Com farto material sobre o inquérito e o processo, Rubens afirma que houveram falhas ao longo do processo e ausência de investigação. 

O episódio ainda mostra os bastidores do julgamento, como a investigação aberta para apurar a conduta dos jurados e oficiais de justiça envolvidos no caso. Ainda há revelações sobre o destino dos condenados pelas emasculações em Altamira. 

O planejamento para a segunda parte do episódio sofreu alterações a partir de revelações que foram sendo reveladas ao longo da produção

“Foi um julgamento que não acabou quando foi anunciada a condenação ou a absolvição dos acusados”, afirma o diretor executivo do projeto, o jornalista Pascoal Gemaque. “Denúncias de quebra de sigilo, contatos ilegais entre jurados e advogados e outras acusações movimentaram o caso e quase levaram todo o processo a ser anulado. E tudo isso será contado nessa segunda parte”, destaca Gemaque.

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