Varíola dos macacos: primeira morte em São Paulo é confirmada; veja como vacinas serão usadas

Próximos lotes de imunizantes devem ser entregues até o fim de 2022

O Liberal
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Um paciente de 26 anos, era morador da capital paulista, São Paulo, morreu contaminado pela varíola dos macacos (monkeypox), segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (12). Trata-se do primeiro registro de morte pela doença no Estado. Conforme a pasta, a vítima estava internada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas havia mais de dois meses e tinha "diversas comorbidades". É o sexto óbito pela doença notificado no País - os outros ocorreram em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. As informações são da Agência Estado.

Ao todo, São Paulo tem 3.861 casos confirmados de monkeypox, com redução do registro de novas infecções nas últimas semanas, informou a Secretaria de Estado da Saúde. A pasta reforçou ainda que o atual surto não tem a relação com os macacos e que a prevalência na transmissão é por "contato íntimo e sexual" entre pessoas.

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Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

Veja como se prevenir

A Secretaria de Estado da Saúde listou algumas medidas de prevenção contra a monkeypox:

  • Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele.
  • Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença.
  • Higienizar as mãos com água e sabão e uso de álcool em gel.
  • Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos e objetos pessoais.
  • Usar máscaras, acessório que proteja contra gotículas e saliva, principalmente quando em contato com casos confirmados.

Vacinas já chegaram ao Brasil

O Ministério da Saúde recebeu na última semana o primeiro de lote de vacinas contra a varíola dos macacos. A remessa, com 9,8 mil unidades, desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) no dia 4. Ao todo, o Brasil comprou aproximadamente 50 mil imunizantes via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Os próximos lotes devem ser entregues até o fim de 2022. Conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), inicialmente, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos. O objetivo é gerar "evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança" da vacina contra a monkeypox e, desta forma, orientar a decisão dos gestores.

De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira, 7, o País tem 8.340 casos confirmados de varíola dos macacos. Outros 4.586 estão em acompanhamento. São Paulo é o Estado com o maior número de casos (3.843), seguido por Rio de Janeiro (1.120) e Minas Gerais (514).

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