Score: bons hábitos de pagamento facilitam financiamentos

Não basta ter liquidez de renda, é preciso ter boa pontuação no cadastro de consumidores para aquisição de veículos

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A venda de carros seminovos e usados tem crescido no país, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em abril deste ano, o aumento foi de 11,1%; e durante os três primeiros meses cresceu 11,4% em comparação ao mesmo período de 2018. Com o financiamento figurando em cerca de 90% das vendas como a forma de pagamento, o consumidor passa a se perguntar: "o que devo fazer para ter a confiança dos bancos e obter crédito?"

O empresário do ramo de automóveis Diógenes Spinosa, da empresa DSP Motors, utiliza a experiência de 12 anos no comércio de carros novos, seminovos e usados, para orientar seus clientes sobre a importância de uma expressão recente: score de crédito.

O "score", que significa pontuação, nada mais é que o resultado dos hábitos de pagamento e relacionamento do cidadão com o mercado de crédito, para que possa ter uma boa pontuação, indicando que não oferece risco para as instituições financeiras ao tomar o empréstimo. É, portanto, uma análise feita pelos bancos. Ela serve para saber qual a sua capacidade de quitar um empréstimo ou financiamento, sem que haja inadimplência.

(Ivan Duarte / O Liberal)

"É como se fosse uma prova. No caso do financiamento de veículos, especialmente os seminovos, o score é uma pontuação atribuída ao cliente em índices como inadimplência muito baixa; se é uma pessoa ativa no comércio, que compra, quita, financia e paga em dia suas dívidas, isso pode ser conta de luz, água, cartão de crédito; e que constrói, assim, o seu cadastro positivo. Desse jeito, o banco vê que esse cliente tem o costume de cumprir suas obrigações", explica Diógenes Spinosa

Existem também características no processo de pagamento que podem facilitar o aumento da pontuação. "O valor de entrada que você dá para a compra é um fator que pesa, por exemplo. Quanto mais é dado de entrada, o risco da operação diminui. Então, se você dá 20% de entrada o banco calcula o risco em cima de 20%. Se você dá 60%, o risco diminui muito, pois o banco pensa: 'bem, o cara vai financiar só 40%, ele já deu muito, ele não vai querer perder (os 60%). O banco sobe, então, a pontuação do cliente", detalha.

A pontuação vai de zero a 1.000 para a formação do currículo financeiro, segundo as empresas Serasa Experian e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). De zero a 300 pontos, o risco de inadimplência é considerado alto; de 300 a 700 pontos, médio. Já entre 700 e 1000 ponto, o risco é baixo. "Para simplificar o cálculo, alguns bancos já informam que nem analisam clientes que tem o score 5, que seria o mesmo de 500. Depende também um pouco de cada banco, pois eles trabalham com perfis diferentes de consumidor. No nosso caso aqui, eu trabalho com seis bancos", informa Diógenes.

O empresário alerta ainda para a existência de grupos de golpistas, "que ludibriam pessoas ao prometer que irão aumentar o score delas", relata. "Para aumentar o score, não é do dia pra noite, como tentam vender algumas quadrilhas na internet. É um processo que ocorre de seis meses há um ano, é lento", conclui. 

Fatores para aumentar o score de crédito:

– Pagamentos de contas em dia;
– Histórico de dívidas negativadas;
– Relacionamento financeiro com empresas;
– Dados cadastrais atualizados.

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