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População precisa priorizar debate e ações sobre saneamento em Belém

Recado é da Associação Amigos de Belém em evento na Unama

Eduardo Rocha
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A população de Belém deve permanecer atenta aos problemas que afetam a cidade, como, por exemplo, a demanda por serviços de saneamento, sob pena de sofrer consequências sérias. O alerta foi feito pelo professor e engenheiro Paulo Pinho, no lançamento do projeto Belém dos Nossos Sonhos, a cargo da associação Amigos de Belém, por ele presidida. O lançamento do projeto, cujas atividades abrangem debate itinerante em grupos na cidade e execução de ações estratégicas, ocorreu no Campus Alcindo Cacela da Universidade da Amazônia (Unama) nesta quinta-feira (23). 

"Se a população de Belém não participar mais do processo de construção da cidade, exigir mais do Poder Público o que ele tem que fazer, e, principalmente, não jogar lixo na rua, consumir menos água, nós vamos estar mais vulneráveis a todo tipo de doença", destacou Paulo Pinho.

O projeto Belém dos Nossos Sonhos objetiva a discussão dos problemas da cidade e se formar um pacto de ações do terceiro setor e também exigir a parte do Poder Público para a busca de soluções. Como primeiro tema abordado figura o saneamento, em que pontua, como a mais urgente, a destinação do lixo dos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, de vez que o Aterro Sanitário de Marituba poderá não receber mais os resíduos sólidos dessas cidades a partir de 31 deste mês de maio. Uma proposta em discussão, como ressaltou Paulo Pinho, é a prorrogação do aterro. 

Outra preocupação do Amigos de Belém é com o funcionamento dos lagos Bolonha e Água Preta que formam o sistema de abastecimento de água de Belém. Como disse o professor Pinho, a água é captada no Guamá, mas ao chegar no Bolonha o lago recebe também águas oriundas de bairros da cidade, que são poluídas. "A população não está tomando água poluída, mas o custo para tratar da água é muito alto", afirmou o professor. A associação Amigos do Peito propôs ao Poder Público a construção de uma cinturão de saneamento para evitar que material de esgoto possa chegar até o Bolonha. 

Sobre enchentes em Belém, Paulo Pinho destacou que "a cidade não está preparada para o fluxo de água, seja da maré, seja o fluxo de precipitação atmosférica, e a drenagem também é calamitosa na cidade". E aí, Belém precisa efetivar um plano diretor, ordenamento territorial, investir em comportas e fazer limpeza preventiva nos sistemas de canais, como destacou Pinho. No evento, a Associação Amigos de Belém informou que Belém registra 1.800 toneladas/dia de resíduos sólidos; apenas 2% dos resíduos recicláveis são aproveitados para gerar renda; Belém possui menos de 12% de coleta de esgostos e menos de 3% de tratamento de esgoto e registra perda de 40% de água tratada.

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