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Militar paraense preso em Portugal era de batalhão onde mais de 15 policias foram detidos

Agentes do 24º BPM são investigados por extorsão mediante sequestro de supostos traficantes ligados ao Comando Vermelho

Fernando Assunção

Mais de quinze policiais militares do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram presos pelo crime de extorsão mediante sequestro de supostos traficantes ligados à organização criminosa Comando Vermelho, em Belém, em operação conjunta da Corregedoria da PMPA com a Promotoria de Justiça Militar ao longo do ano de 2022. Só em julho, dez agentes do batalhão foram detidos. 

Um dos oficiais que integravam as filas do 24º BPM era o então tenente Aderaldo Pereira de Freitas Neto, preso no final de junho em Portugal, suspeito de participação em esquema internacional de tráfico de drogas. Na última quarta-feira (19), um decreto estadual foi publicado, afastando o militar do cargo de tenente para apresentar defesa, enquanto a Corregedoria da PMPA investiga as denúncias contra o oficial. Ele permanece vinculado à instituição.

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“O oficial Aderaldo Pereira de Freitas Neto, preso em Portugal sob suspeito de tráfico de drogas, integrava o 24º batalhão, alvo de uma operação conjunta da Corregedoria da PMPA com a Promotoria de Justiça Militar, que teve início em abril de 2022 e efetuou mais de quinze prisões de praças envolvidos em extorsões mediante sequestro de traficantes ligados ao Comando Vermelho”, diz o promotor de Justiça Militar Armando Brasil Teixeira.

A Polícia Militar do Pará foi acionada pela reportagem de O Liberal. Aguardamos o retorno.

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Os dois primeiros a serem detidos foram Marco Antônio Faria Júnior, que tem n​​egócios em Barcarena, e Nilson de Souza Castro Neto, conhecido como “Nilsinho”. Ambos foram presos ao receberem, em Lisboa, um contêiner, que saiu do porto de Vila do Conde, em Barcarena, carregado com 320 quilos de cocaína escondidos em uma carga de açaí. O tenente da PMPA, Aderaldo Pereira de Freitas Neto, foi preso cerca de uma semana depois em Portugal, quando tentava fugir do país rumo ao Brasil.

Já no dia 8 de outubro, foi a vez do quarto paraense envolvido no esquema ser preso. De acordo com informações repassadas pelas autoridades federais trata-se de Allan Carvalho Cardoso, 27 anos, proprietário da empresa A.C Cardoso, registrada como exportadora de açaí. Ele foi capturado no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, depois de apresentar documentação falsa ao desembarcar de um voo vindo de Madrid, capital da Espanha. Desde junho, Allan já era apontado como um dos alvos da operação da polícia portuguesa.

De acordo com a polícia lusitana, os suspeitos podem ter envolvimento em um esquema bem maior, comandado por Ruben Oliveira, conhecido como “Xuxas” e considerado o maior traficante português, e Sérgio Carvalho (o “Major Carvalho”), chamado de “Escobar brasileiro”.

Polícia
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