Em Marabá, fazendeiro acusado de formação de milícia rural armada é preso pela Polícia Federal

Marcos Antônio Fachetti Filho estava foragido desde dezembro e foi preso na manhã desta quinta-feira (13)

Redação Integrada

O fazendeiro Marcos Antônio Fachetti Filho foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (13), em Marabá, no sudeste do Pará. Ele estava foragido desde dezembro do ano passado e é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de formação de milícia rural armada.

Leia mais: Polícia Federal cumpre mandados de prisão contra fazendeiros

O pai dele, Marcos Antônio Fachetti, outro acusado pelo MPF, também teve prisão preventiva decretada. É a segunda vez que a Justiça Federal determina prisão preventiva da dupla a pedido do MPF. Os primeiros mandados foram expedidos em dezembro, e a PF conseguiu prender apenas o pai. Mas ele foi solto após a Justiça ter acatado pedido de liberdade provisória apresentado pelos acusados.

Em janeiro, o MPF recorreu e pediu à Justiça a reconsideração da revogação da prisão preventiva. Informações recebidas pelo MPF indicaram que Fachetti Filho continuava andando com homens fortemente armados em suas fazendas. De acordo com o MPF, as famílias voltaram a ser ameaçadas, e houve tentativa de coação para que elas assinassem acordo e deixassem as terras que os fazendeiros pretendiam invadir.

Entenda o caso

No fim de dezembro de 2019, famílias de ribeirinhos denunciaram ao MPF em Marabá a ocorrência de uma série de invasões às suas terras e ameaças praticadas por funcionários da empresa Marca Vigilância, a mando de fazendeiros vizinhos. A empresa foi contratada pelos fazendeiros para fazer o mesmo papel de repressão que um grupo de milicianos fazia até agosto, quando uma operação da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) da Polícia Civil de Marabá desarticulou a milícia.

Apesar de as famílias vitimadas já possuírem títulos de uso das suas terras, elas vinham sendo intimidadas e expulsas com violência. Os invasores chegaram a apontar armas até para crianças, e a atear fogo em alguns barracos. Além disso, os fazendeiros contrataram um trator de esteira para abrir caminho em meio à vegetação, destruindo plantações, com possível impacto ambiental de grande proporção.

Mesmo após várias operações policiais e uma decisão judicial, o MPF vinha recebendo informações de que a Marca Vigilância continuava realizando rondas e intimidando moradores na região. A pedido do MPF, a Justiça Federal autorizou e a PF realizou, em 17 de dezembro, uma operação para o cumprimento de mandados de prisão preventiva contra os Fachetti, e de busca e apreensão de dados da dupla, do fazendeiro Rafael Bemerguy Sefer e da empresa Marca Vigilância.

Polícia
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