Debate entre acusação e defesa fica para esta quarta-feira (14)

Réu já foi condenado anteriormente a 12 anos de prisão

Redação Integrada

Seguirá na manhã desta quarta-feira (14), o julgamento do fazendeiro Décio José Barroso Nunes, o Delsão, apontado como o mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, conhecido como Dezinho, em 2000, no município de Rondon do Pará, no sudeste paraense. Nesta terça-feira (13), o réu negou veementemente sua participação no crime, alegando ter quatro fazendas e nunca nenhuma delas teria sido invadida. 

O fazendeiro também garantiu que não conhecia Dezinho, nem sabia onde ficava o sindicato dos trabalhadores rurais, coordenado pela vítima no município. O ponto alto do tribunal do júri no Fórum Criminal de Belém, no bairro da Cidade Velha, será o debate entre a acusação e a defesa. O julgamento presidido pela juíza Ângela Alice Tuma, começou às 9h desta terça-feira (13), foi suspenso para o intervalo do almoço e recomeçou por volta das 14h, entrando pela noite. 

Dezinho foi morto a tiros por pistoleiros contratados por fazendeiros e madeireiros da região. As motivações seriam políticas. O sindicalista atuava na defesa dos trabalhadores rurais, reivindicando melhores condições de trabalho e fazendo constantes denúncias contra o trabalho escravo e o desmatamento no município. 

Na promotoria do juri atua o promotor Franklin Lobato, e a defesa do fazendeiro está com o advogado Antônio Maria Freitas Leite Júnior. A sessão registrou sete testemunhas, sendo quatro do Ministério Público.

O primeiro depoimento foi do delegado, Valter Rezende de Almeida, que fez o auto de prisão em flagrante de um dos pistoleiros. No momento da prisão, o nome do réu foi citado como responsável pelo pagamento de R$ 2 mil para que o sindicalista fosse assassinado. 

O depoimento do delegado foi concluído por volta de 11h. Em seguida, houve os depoimentos da esposa do sindicalista, Maria Joel da Costa, e de Francisco Martins Filho, mais conhecido como "Sancho", ex-empregado de Deusão que depôs de capuz por estar inserido em programa de proteção de testemunhas.

Francisco afirmou que Deusão integrava um grupo de pistolagem e era ele que apontava quem seria assassinado. Ainda segundo o depoente, o trabalhador que reclamasse direitos trabalhistas era eliminado. Ele contou também que o réu era chamado de juiz entre os pistoleiros. Nesta terça-feira (13), ainda depuseram o sargento PM de Rondon, Damião Rocha Lima, e o ex-PM e vereador Cláudio Marinho. Durante a tarde, acusação e defesa dispensaram duas testemunhas. 

O réu Décio José Barroso Nunes também foi ouvido e negou todas as acusações. Ele já foi julgado e condenado a 12 anos de prisão em 2014, mas recorreu a decisão e teve o juri anulado. Em outubro de 2018, o último julgamento realizado foi adiado a pedido da promotoria de Justiça por conta de ausência de uma testemunha importante que não pôde comparecer. 

Polícia
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