Projeto cria palafita com elevação hidráulica pensando no período de cheia

A perspectiva é que, ainda este ano, sejam implantadas duas escolas utilizando o modelo

Redação Integrada, com informações da Agência Pará

Uma empresa de engenharia criou um projeto de palafita com elevação hidráulica, pensando no período de cheia dos rios.

A palafita é feita com madeira biossintética, produzida a partir da reciclagem de polietileno, um tipo de plástico usado largamente na indústria de embalagem. O material recebe um tratamento repelente, à base de andiroba, para afastar os mosquitos transmissores de doenças.

Projeto Escola Várzea (Agência Pará)

O projeto também prevê a instalação de fossa séptica e biológica com sistema de filtro natural, permitindo tratamento e potabilidade da água; captação de energia fotovoltaica solar, através de placas na cobertura; e sistema de comunicação ad hoc, uma tecnologia de rede sem fio que dispensa o uso de um ponto de acesso comum aos computadores conectados à ela, de modo que todos os dispositivos da rede funcionam como se fossem um roteador.

A ideia da startup surgiu quando José Coelho Batista cursava a graduação em engenharia civil. “Lembro que peguei a caneta, o caderno, baixei a cabeça e escrevi todo o projeto Casa de Várzea, direto. A casa de elevação hidráulica veio naturalmente porque foi o que vivi na infância. A cada seis meses tínhamos que abandonar a nossa casa, na região de várzea no município de Juruti. Estava ali no subconsciente”, disse o empreendedor.

A perspectiva é que, ainda este ano, sejam implantadas duas escolas utilizando o modelo de tecnologia da startup: uma de 500 m², situada em Abaetetuba e gerenciada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc); e uma escola técnica de pesca, cuja localidade ainda será definida, administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

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